Há suspeitas de corrupção e abuso de poder no caso que envolve Força Aérea e Marinha

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Há suspeitas de corrupção e abuso de poder no caso que envolve a Força Aérea e a Marinha. Várias instalações militares foram alvo de buscas esta quarta-feira no âmbito de um inquérito do Ministério Público que visa investigar procedimentos de contratação pública para fornecimento de serviços de alimentação e limpeza aos dois ramos das Forças Armadas.

O Departamento de Investigação e Acção Penal Regional de Lisboa, que dirige o inquérito, fala em “favorecimento ilegal de concorrente em procedimentos de contratação pública realizados no período compreendido entre 2009 e 2021, em prejuízo do Estado português”.

Além da sede do Estado-Maior General da Força Aérea, em Alfragide, as buscas incluíram a Base Aérea nº 1, em Sintra, a Academia da Força Aérea e a Escola Naval, bem como empresas e sociedades comerciais do sector da hotelaria e restauração e ainda gabinetes de contabilidade. Do elenco de crimes indiciados fazem ainda parte branqueamento de capitais, participação económica em negócio e fraude fiscal qualificada.

A operação de ontem foi levada a cabo por uma equipa conjunta constituída pela Polícia Judiciária Militar e pela Autoridade Tributária, com a coadjuvação da direcção de investigação criminal da GNR, bem como de três magistrados do Ministério Público.

Um esquema de corrupção que funcionava praticamente em todas as messes da Força Aérea levou à condenação em tribunal, em 2020, de 23 militares (incluindo um general e várias outras altas patentes), e também de 14 empresários. Em conluio com os fornecedores de géneros das cantinas, os militares envolveram-se num esquema de sobrefacturação de bens alimentares e matérias-primas, que chegavam às bases aéreas em quantidades muito inferiores às que eram pagas pela Força Aérea. O lucro resultante desta prática criminosa era depois dividido com os empresários que forneciam as bases.

Os militares apanhados na Operação Zeus eram pagos em dinheiro colocado em envelopes, recebendo consoante a patente.

Algumas das firmas condenadas há mais de cinco anos também forneciam a Marinha, a PSP e a GNR.

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