
A imagem é curta, mas a intenção é clara: um castelo de Hogwarts que parece uma herança gótica mergulhada numa paleta de cores pouco saturada e mais realista. O trailer da nova série Harry Potter e a Pedra Filosofal foi lançado pela HBO no final da semana passada, aquando do lançamento da plataforma Max no Reino Unido.
Não parece ser apenas uma mera repetição dos filmes, cuja saga começou no ano de 2001, mas sim uma tentativa de recriar a história original e explorar devidamente os livros de J.K. Rowling, produtora executiva da série. Esta nova jornada, que se pode estender por uma década com pelo menos sete temporadas, arranca no Natal de 2026 com os primeiros oito episódios dedicados exclusivamente a A Pedra Filosofal.
A escolha de Francesca Gardiner como showrunner e Mark Mylod como realizador principal (ambos vindos do sucesso crítico de Succession, de Jesse Armstrong, premiada com 19 Emmys e nove Globos de Ouro, com vitórias consecutivas como Melhor Série de Drama) já denunciava uma vontade de elevar o tom numa adaptação que a HBO descreve como “fiel”.
As reacções nas redes sociais têm sido positivas, salientando uma grande proximidade na adaptação da história original. “Não sei como explicar, mas isto parece uma versão em live action de um filme em live action”, refere um utilizador no Reddit.
Esta nova adaptação conta com um novo trio de protagonistas: Dominic McLaughlin, o jovem escocês de 12 anos escolhido para o papel titular de Harry Potter entre mais de 30 mil candidatos; Arabella Stanton como Hermione; e Alastair Stout como Rony, melhor amigo de Harry.
O elenco jovem também inclui Lox Pratt como Draco Malfoy, Alessia Leoni como Parvati Patil e Leo Earley como Seamus Finnigan. Rory Wilmot interpretará Neville Longbottom e Amos Kitson será Dudley Dursley.
Enquanto estes novos actores representam uma folha em branco para o público, temos a presença de figuras reconhecidas internacionalmente como John Lithgow no papel de Dumbledore (soma já seis Emmys, dois Tonys e dois Globos de Ouro), Janet McTeer como Minerva McGonagall (com um Globo de Ouro e duas nomeações para os Óscares), Paapa Essiedu como Severus Snape e Nick Frost, figura central da comédia britânica moderna, como Hagrid. A escolha de Paapa Essiedu já se tornou o ponto central das discussões.
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A decisão de romper com a imagem visual estabelecida nos filmes originais de Harry Potter com um actor negro desencadeou, porém, uma vaga de hostilidade online. Em entrevista ao The Sunday Times, Essiedu revelou ter sido alvo de ameaças de morte. “Desiste ou eu mato-te”, descreveu, lamentando que “ninguém deveria passar por isto apenas por fazer o seu trabalho”. A produção da HBO tem reiterado o apoio total ao intérprete, sublinhando que o talento prevalece sobre as convenções estéticas — a sua interpretação em I May Destroy You, série de Michaela Coel, rendeu-lhe nomeações para o Emmy e para os BAFTA.
Para os fãs, o trailer traz o conforto do retorno de elementos esquecidos, como o poltergeist Peeves, o primeiro encontro do trio principal no comboio e locais familiares, como a sala comunal de Gryffindor e uma estufa de Herbologia, ainda bastante reconhecíveis. J.K. Rowling.
Daniel Radcliffe, protagonista da saga original dos anos 2000, sublinhou a sua intenção de não “ser um fantasma na vida das crianças” que integram o elenco. Em entrevista ao programa Good Morning America, da estação norte-americana ABC, o actor manifestou o desejo de que tenham a melhor experiência possível nesta nova jornada, mas sem querer interferir no processo criativo da HBO, reforçando que o papel de Harry Potter deve agora ganhar uma nova identidade.
Hogwarts volta a abrir as portas a 25 de Dezembro de 2026, e a julgar pelo impacto inicial, as pessoas não estão fartas de ser enfeitiçadas. A série poderá ser acompanhada na HBO Max Portugal.
Texto editado por Maria Paula Barreiros
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