HP OmniBook X Flip em teste: um híbrido elegante com inteligência artificial

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A indústria dos computadores portáteis atravessa um momento de reinvenção, não só no hardware mas também na própria forma como as marcas comunicam com quem procura uma nova máquina. A HP, num esforço de simplificação, decidiu agrupar as diversas gamas sob a insígnia OmniBook, e o OmniBook X Flip, na variante14-fk0001np, é uma das propostas mais interessantes desta nova vaga. Trata-se de um ultraportátil convertível que tenta equilibrar a sofisticação do design com as novas exigências da inteligência artificial (mesma aplicação que vimos no teste do EliteBook Ultra G1i), recorrendo a uma plataforma AMD que promete agitar as águas num sector habitualmente dominado pela Intel e pela Apple.

O primeiro contacto com este OmniBook X Flip revela um cuidado estético assinalável. O design é sóbrio e sofisticado, com um acabamento em alumínio que transmite uma sensação de robustez imediata. A construção é sólida e as dobradiças, que permitem uma rotação de 360 graus, parecem preparadas para suportar anos de transições entre o modo portátil tradicional e o modo tenda ou tablet. Apesar de ser um dispositivo de 14 polegadas, a portabilidade está bem assegurada, embora o peso se faça notar quando se tenta utilizar o equipamento como um tablet puro durante muito tempo. No entanto, para apresentações ou para consumo de multimédia, esta versatilidade é um trunfo difícil de ignorar.

No que toca à interacção directa, a HP fez escolhas felizes. O teclado apresenta teclas com uma área generosa e um curso de activação que permite uma digitação rápida e precisa. Durante os testes de produtividade, a experiência foi ergonómica, sem o cansaço habitual de teclados demasiado baixos ou esponjosos. O touchpad também merece destaque pelo tamanho generoso e pelo tacto agradável, respondendo com precisão aos gestos do Windows. É o tipo de pormenor que faz a diferença para quem passa o dia a saltar entre documentos e tabelas.

O ecrã é, sem dúvida, a jóia da coroa deste modelo. Estamos perante um painel OLED com resolução 2,8K, que oferece cores saturadas e pretos profundos, típicos desta tecnologia. O brilho é elevado, o que ajuda na visualização de conteúdos em ambientes bem iluminados, mas há um reverso da medalha: o painel é reflectivo. Por ser táctil e protegido por vidro, o ecrã actua por vezes como um espelho, o que pode tornar a utilização cansativa em espaços com muitas luzes de tecto ou janelas por trás de quem trabalha.

O estilete é uma mais-valia para utilizadores com uma veia mais artística
SM

A inclusão de um estilete na caixa é um valor acrescentado para designers ou para quem gosta de tomar notas manuscritas, oferecendo uma precisão assinalável. Contudo, a experiência inicial com o estilete foi curiosa. O acessório não funcionava ao sair da caixa por falta de carga e a descoberta da porta USB-C para carregamento, escondida sob uma tampa deslizante, revelou-se uma autêntica caça ao tesouro por falta de leitura do manual. É uma pena que a HP não tenha implementado o carregamento por indução quando o estilete se fixa magneticamente à carcaça do portátil.

Debaixo do chassis, o processador AMD Ryzen AI 7 350 assume o protagonismo. Esta nova arquitectura foi desenhada com um foco claro no desempenho por watt (eficiência energética) e na aceleração de tarefas de inteligência artificial através de um NPU (processador dedicado à IA). Nos testes práticos de desempenho, o OmniBook X Flip mostrou-se uma máquina capaz. No Geekbench, obteve 2837 pontos em Single Core e 12920 pontos em Multi Core, valores que o colocam numa posição muito competitiva, batendo-se de igual para igual com processadores da gama Intel Core Ultra 7. No PCMark 10 Extended, o resultado de 6679 pontos confirma que este é um portátil talhado para a produtividade moderna, lidando com fluidez em cenários de criação de conteúdo digital e multitarefa intensiva. A presença de 24 GB de memória RAM garante que não haverá estrangulamentos na abertura de dezenas de separadores no navegador ou na execução de aplicações pesadas em simultâneo.

A componente de multimédia e colaboração foi entregue à marca Poly Studio, e o resultado é audível. O som tem uma clareza e um corpo acima da média para este segmento de ultraportáteis. A webcam de 5 MP também não desilude, apresentando funcionalidades inteligentes que elevam a qualidade das videochamadas. O software Poly Studio Pro permite criar um anel de luz virtual usando o próprio ecrã OLED para iluminar o rosto, algo muito útil em quartos escuros, além de oferecer enquadramento e zoom automáticos que mantêm a pessoa sempre no centro da acção, mesmo que se mova na cadeira.

O teclado e touchpad têm um bom nível de ergonomia. O mesmo não podemos dizer dos reflexos do ecrã
SM

Quanto à autonomia, os dados recolhidos apontam para cenários distintos. Num regime de utilização contida, apenas com navegação web e processamento de texto, é possível ultrapassar as 10 horas de funcionamento. No entanto, em testes de produtividade mais realistas, como o PCMark 10 Battery Modern Office, o registo ficou-se pelas cerca de 8 horas. É um valor suficiente para um dia de trabalho longe da tomada para a maioria das pessoas, mas está longe de ser uma referência num mercado onde alguns concorrentes já se aproximam das 15 horas. O carregamento é feito via USB-C, sendo o carregador fornecido bastante compacto e acompanhado por cabos de boa qualidade, o que facilita a arrumação na mala.

Veredicto

O HP OmniBook X Flip 14-fk0001np é uma proposta sólida que brilha pela qualidade de construção e pela excelência do ecrã OLED. É a máquina ideal para profissionais que valorizam a versatilidade de um convertível e que necessitam de um desempenho robusto para tarefas de produtividade e criação leve, sem abdicar de uma estética elegante. A combinação do processador AMD com os 24 GB de RAM coloca-o num patamar de performance muito interessante para o futuro.

Por outro lado, não será a escolha óbvia para quem privilegia a autonomia acima de tudo ou para quem trabalha frequentemente em ambientes com iluminação difícil, devido aos reflexos intensos do ecrã. No global, este OmniBook prova que a HP encontrou um caminho viável para os novos computadores focados em inteligência artificial, oferecendo um bom equilíbrio entre preço, forma e função. Quem procura um portátil de preço acessível para levar para todo o lado, que não comprometa no desempenho, encontrará aqui um dos melhores aliados do mercado actual.

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