
Os trabalhadores que utilizam Inteligência Artificial (IA) no contexto laboral reconhecem que estas ferramentas os tornam mais eficientes e melhoram a qualidade do seu trabalho. Ainda assim, apenas 18,1% receiam que a adopção crescente destas tecnologias terá efeitos negativos no mercado de trabalho e afecte o seu emprego.
A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que aproveitou o inquérito aos consumidores, que decorreu entre 2 e 17 de Março (1236 respostas obtidas), para questionar o painel sobre a utilização de tecnologias de IA e os efeitos percepcionados destas ferramentas no trabalho.
Desde logo, 46,9% dos inquiridos garantem que usam IA no trabalho ou para fins pessoais, enquanto a maioria (53,1%) garante que não recorre a este tipo de ferramentas. Mas se considerarmos apenas os indivíduos empregados, a percentagem de utilizadores de IA sobe para 56,7%, com uma maior prevalência da utilização para fins profissionais.
Neste universo de pessoas que usam a IA no contexto laboral, o INE tentou perceber até que ponto existe uma preocupação com o impacto desta tecnologia no mercado de trabalho.
As respostas foram surpreendentes: 89,9% dos inquiridos afirmam a IA permite concluir tarefas mais rapidamente (35,6% de forma significativa), 83,5% referem que melhora a qualidade do seu trabalho (25,6% de forma significativa) e 70,9% indicam que o volume de trabalho se torna mais fácil de gerir.
Porém, e embora percepcionarem estes benefícios, apenas 18,1% dos utilizadores receiam que a adopção crescente de IA resulte na perda do seu posto de trabalho ou na sua eventual redundância.
Uso de IA predomina nos jovens, licenciados e com maiores rendimentos
Apesar de a utilização da IA se estar a generalizar, as respostas ao inquérito do INE apontam para padrões diferenciados de utilização, “verificando-se uma maior utilização destas ferramentas nos escalões etários mais jovens, nos níveis de escolaridade mais elevados e nos quartis de rendimento superiores”.
Entre os inquiridos com 18 a 29 anos, apenas 8% referem não utilizar IA, uma percentagem que aumenta de forma progressiva com a idade (37,6% no escalão dos 30 aos 49 anos, 63,2% entre os 50 e os 64 anos e 89,2% entre os indivíduos com 65 ou mais anos).
Nos mais jovens destaca-se a utilização de IA apenas para fins pessoais, que atinge 51,2% dos inquiridos nesta faixa etária e fica muito acima dos valores observados nos restantes escalões etários (21,7%, 15,2% e 6,9%, respectivamente). Ainda assim, este grupo é também aquele que mais utiliza IA em contexto de trabalho, atingindo 40,8%.
Na análise por nível de escolaridade há também diferenças “muito significativas”: apenas 4,6% dos indivíduos com o ensino básico (ou inferior) utilizam ferramentas de IA, percentagem que aumenta para os 45,7% entre os inquiridos com o ensino secundário e para 72,6% entre os que têm ensino pós-secundário ou superior.
O INE dá ainda conta de uma maior prevalência de utilização de IA nos rendimentos mais elevados.
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