António José Seguro venceu a segunda volta das eleições contra André Ventura, neste domingo, 8 de Fevereiro. Jornais como o The Guardian, o El País e o New York Times noticiaram o resultado eleitoral. Do papel simbólico do Presidente, o cariz moderado de Seguro, a vitória “esmagadora”, veja o que disse a imprensa internacional.
The Guardian
O diário britânico mostrou os resultados das eleições presidenciais na manchete do seu site, apesar de advertirem que “em Portugal, o Presidente é, em grande parte, uma figura simbólica sem poder executivo”.
“O moderado” António José Seguro é descrito como um vencedor “esmagador” contra André Ventura, “eloquente” e “teatral” político que se queixou de que “todo o sistema político” se uniu contra ele. O Guardian explica que o o líder da direita radical e populista, apesar de ter fundado o Chega apenas há sete anos, já o tornou o segundo maior partido em Portugal e refere os seus cartazes de campanha eleitoral nos quais se lia “Isto não é o Bangladesh”.
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The New York Times
O New York Times noticiou os resultados das eleições presidenciais portuguesas. Contudo, apesar de António José Seguro ter saído vitorioso, o jornal norte-americano foca-se no facto de André Ventura ter chegado à segunda volta e como isso mostra que Portugal “já não é imune às ondas de nacionalismo e populismo” que se sente pelo resto da Europa. Aliás, usam uma citação de João Cancela, professor de Ciência Política na Universidade Nova de Lisboa, que diz que “a velha reputação de Portugal de ser uma excepção à emergência da extrema-direita chegou claramente ao fim”.
Também é referido o papel “simbólico” do Presidente, mas é mencionado que André Ventura tinha uma visão mais “expansionista” para o cargo que pretendia ocupar.
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El País
O jornal espanhol, apesar de não ter feito manchete com as eleições presidenciais portuguesas, escreveu mais do que um artigo sobre o tema. O diário, assim como o jornal britânico, descreve António José Seguro como o “moderado” que veio “combater o populista” André Ventura. Os espanhóis destacam o regresso da vida política do socialista que, depois de um hiato de uma década
São destacados também o regresso do socialista à vida política depois de um hiato de uma década, a recuperação do candidato que começou com menos de 6% de intenção de voto, “a grande mobilização do país devastado por uma sucessão de tempestades” e o facto de o cargo da Presidência da República vir, novamente, a ser ocupado por um socialista.
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Le Monde
O jornal Le Monde — que, à semelhança de outros, refere que o papel presidencial em Portugal é mais “simbólico” — destaca, na sua cobertura noticiosa, o apoio que António José Seguro recebeu de várias figuras políticas portuguesas espalhadas pelo espectro político e enaltece a ausência do primeiro-ministro, Luís Montenegro, nessa lista
O jornal francês dedica um parágrafo a Emmanuel Macron, Presidente francês, que felicitou António José Seguro através de uma publicação, escrita em português, nas redes sociais.
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Folha de São Paulo
O jornal brasileiro, optou por enaltecer a moderação de seguro analisando, não só a sua actuação política, mas também a sua campanha eleitoral que surge em oposição do candidato “ultradireitista” que prometia “sacudir Portugal com um abanão”. O Folha acrescenta que os eleitores portugueses mostram, mais uma vez, que estão habituados a Governos “moderados de direita e de esquerda” que se alternam e cumprem os seus mandatos até ao fim, algo que tinha mudado com a pandemia, mas de que se prenuncia um regresso com este resultado eleitoral.
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