Jannik Sinner endurece em Indian Wells o domínio nos hardcourts

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Ao triunfar no BNP Paribas Open, Jannik Sinner, de 24 anos, tornou-se o primeiro tenista a vencer todos os seis torneios Masters 1000 disputados em pisos duros antes dos 30 anos, imitando iguais proezas de Roger Federer e Novak Djokovic. Na final do torneio que decorreu em Indian Wells, o italiano derrotou Daniil Medvedev por 7-6 (8/6), 7-6 (7/4), ampliando o domínio em pisos duros. Este primeiro título de Sinner em 2026 afasta o cenário de crise aventado pelas derrotas nos dois anteriores torneios, Open da Austrália e Doha.

“Estou muito feliz. Cheguei às meias-finais de um Grand Slam (na Austrália), que é um excelente resultado, e ganhei este primeiro grande torneio a seguir ao Open australiano. Tentámos chegar aqui o mais cedo possível, era um torneio que nunca tinha ganhado, por isso, queria preparar-me da forma mais profissional possível. Este feito significa muito para mim”, disse Sinner, que, no deserto californiano, ergueu o 25.º troféu da sua carreira e consolidou o segundo lugar do ranking.

Numa final equilibrada e sem quebras de serviço, Sinner impôs o seu potente serviço — venceu 43 dos 47 pontos em que colocou o primeiro serviço — e manteve a consistência mesmo sob pressão. Medvedev também mostrou grande nível, especialmente com a esquerda, mas não conseguiu superar o italiano nos tie-breaks.

O set inicial só ficou decidido no tie-break, quando Medvedev não ganhou o ponto quando serviu a 6/6. Na segunda partida, novamente muito equilibrada, foi Sinner que claudicou primeiro, ao cometer uma comprometedora dupla-falta no tie-break, mas o russo, a comandar, por 4/0, não conseguiu manter a consistência e perdeu os derradeiros sete pontos do encontro.

No final, Sinner elogiou o nível de jogo de Medvedev, que tinha eliminado o líder do ranking, Carlos Alcaraz, na meia-final. “Está a jogar um ténis excelente, muito confiante, já tinha conquistado vários títulos este ano e fez aqui uma exibição muito sólida. Não nos podemos esquecer que já venceu um Grand Slam, e isso não é por acaso. Acho que o ténis precisa dele. O seu estilo de jogo é realmente único; é fantástico vê-lo de volta a este nível”, afirmou Sinner, depois de receber o troféu de Indian Wells das mãos de Andre Agassi, hexacampeão do torneio.

Na próxima semana, Sinner vai procurar o segundo título no Miami Open, onde poderá tornar-se no primeiro homem desde 2017 a conquistar o Sunshine Double (os dois Masters 1000 de Março). “Miami será um torneio muito importante. É o último evento em piso duro antes do início da época de terra batida. Depois, voltamos à Europa, com condições completamente diferentes, terra batida, e nunca se sabe o que pode acontecer por lá”, frisou o italiano.

“Cansada de perder finais”

Na prova feminina, Aryna Sabalenka também se estreou no palmarés do Open californiano, ao vencer Elena Rybakina numa final igualmente muito nivelada e concluída, após 2h31m, pela margem mínima: 3-6, 6-3 e 7-6 (8/6).

Durante grande parte da final, Rybakina, que irá subir ao segundo lugar do ranking, dominou vários momentos do encontro, especialmente no primeiro set, graças à eficácia do seu serviço e da pancada de esquerda, dificultando o jogo potente da adversária. No entanto, a cazaque acabou por perder o ritmo e permitiu a recuperação de Sabalenka que, no final, não escondeu a ansiedade.

“Estava muito calor, pensei que ia morrer durante o tie-break. Mas percebi que ela também não estava no seu melhor, por isso tentei dar tudo, esforçar-me ao máximo. Estou muito orgulhosa dos últimos três pontos do encontro. Estava cansada de perder finais importantes. Não me interpretem mal, as adversárias que me venceram jogaram um excelente ténis, mas também senti que não aproveitei todas as minhas oportunidades. Precisava de ganhar, nem que fosse só para ter confiança para a próxima final. Acho que isso explica o meu stress”, afirmou a número um mundial.

Sabalenka adiantou ainda que terá tempo para celebrar antes de ir para Miami, onde defende o título. “Acho que vamos beber um martini rapidamente. Vou tentar relaxar um pouco, mas mantendo o foco no que tenho de fazer. Mais uma vez, tudo se resume ao equilíbrio”, frisou a bielorrussa.

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