O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, formalizou nesta quarta-feira a sua candidatura a um novo mandato à frente do partido, numa carta em que se compromete a reafirmar os socialistas “como a única alternativa credível para governar Portugal”.
“Sou candidato a secretário-geral do Partido Socialista porque acredito que é este o momento de reafirmar o PS como a única alternativa credível para governar Portugal”, escreve José Luís Carneiro numa carta aos socialistas publicada no site da sua candidatura às directas do PS, agendadas para 13 e 14 de Março.
O líder do PS, cuja recandidatura já tinha sido confirmada em Janeiro, avança com “humildade democrática para ir ao encontro das pessoas e saber ouvi-las” e “com capacidade de dar respostas aos seus reais problemas”, defendendo “um partido progressista, humanista e moderado, casa comum para os democratas”.
O PS, diz, deve ser uma força política “capaz de mobilizar todos para oferecer aos portugueses uma vida melhor e uma nova esperança” e “com soluções concretas para a resolução dos problemas que mais afligem os portugueses, como a saúde a habitação, a valorização das pensões e salários, a qualidade do emprego”.
“Um partido que sabe que os extremismos se derrotam com diálogo e tolerância, mas também com verdade e firmeza das convicções e na acção política. Com a resolução efectiva dos problemas das pessoas”, acrescenta.
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— José Luís Carneiro (@jl_carneiro) February 18, 2026
José Luís Carneiro assegura querer “continuar a ouvir e dar voz às pessoas” e “criar um ambiente onde cada pessoa se sente reconhecida, valorizada e livre para partilhar a sua experiência”, enfatizando que “escutar não é apenas recolher opiniões, mas também compreender necessidades, expectativas e desafios”.
O secretário-geral e candidato à liderança do PS apela à participação de todos os militantes “na escolha das prioridades estratégicas para o país e para as diversas regiões” e diz ter a ambição de apresentar um programa política “capaz de corresponder às efectivas necessidades e ambições de pessoas”.
“Este é o caminho que quero que façamos juntos e para o qual convoco todos os socialistas, os progressistas, os humanistas e todos os democratas. Conto com cada um de vós. É tempo de dar voz a todos. Porque contamos todos”, conclui.
A Comissão Nacional do PS aprovou a 24 de Janeiro o agendamento das eleições directas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de Março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de Março, em Viseu. O prazo para apresentação de candidaturas a secretário-geral termina a 26 de Fevereiro.
Também no dia 24 de Janeiro, o presidente do PS afirmou não ter conhecimento de “qualquer outra candidatura a perfilar-se” para concorrer frente a José Luís Carneiro à liderança do PS, acrescentando que o actual secretário-geral é o nome “mais forte” e com mais aceitação.
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