Jovens até aos 35 anos pediram 58% do crédito à habitação em 2025

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O número de contratos de créditos (habitação e consumo) concedidos em 2025 manteve-se face ao ano anterior, ascendendo a 2,2 milhões, mas o montante disparou 30%, para 35 mil milhões de euros. Boa parte deste aumento verificou-se no crédito à habitação, e dentro deste, nos empréstimos acima de 200 mil euros.

Os dados relativos à caracterização sociodemográfica das pessoas que obtiveram crédito em Portugal, divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal, mostram o aumento do peso dos devedores estrangeiros (nos dois segmentos de crédito), que passaram de 14%, em 2024, para 16% em 2025, metade dos quais de nacionalidade brasileira, o que acontece pelo segundo ano consecutivo.

No crédito à habitação própria e permanente, o destaque vai para o peso dos jovens adultos até aos 35 anos, que cresceu 11% no último ano, passando a representar 58% do total de empréstimos concedidos. Este crescimento é explicado em grande parte pelas medidas públicas de apoio a esta faixa etária, nomeadamente a garantia pública, que permite aceder a 100% do financiamento bancário, e a isenção de IMT – Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis.

No total, foram celebrados 105 mil contratos de crédito à habitação própria permanente, mais 27% do que em 2024, envolvendo 163 mil pessoas.

Ainda no segmento da habitação própria, o Banco de Portugal destaca que metade dos novos créditos tinha valor igual ou inferior a 170 mil euros e dois terços desses novos créditos envolviam montantes entre os 50 mil e os 200 mil euros. Contudo, o peso dos créditos acima de 200 mil euros e até 250 mil euros passou de 6% em 2024 para 9% no último ano. E o memo aconteceu nos patamares superiores, com o peso nos de montante entre 250 mil e 300 mil euros a passar de 5% também para 9%, e os acima de 300 mil euros de 6% para 9%.

A percentagem de devedores estrangeiros no total de pessoas que obtiveram novos créditos para habitação própria e permanente (por montante) passou de 12,57% em 2024, para 13,57% em 2025, com destaque para os de nacionalidade brasileira (36%) e angolana (6%) e do Reino Unido (5%). Com uma quota de 4% cada um, surgem os oriundos dos Estados Unidos da América, da França, de Itália e da Ucrânia (3% em 2024).

Ainda entre os que pediram crédito para habitação própria, 83% trabalhavam por conta de outrem e 54% tinham um nível de escolaridade superior. E destes, 23% residiam na Grande Lisboa e 18% residiam na Área Metropolitana do Porto.

O outro crédito à habitação – que engloba os contratos de crédito para aquisição, construção ou realização de obras em habitação secundária ou para arrendamento, ou ainda terrenos para construção de habitação – representou 12% do montante total de habitação.

Neste segmento, o peso dos devedores estrangeiros é elevado (face ao do crédito à habitação própria e permanente): um quarto dos devedores era estrangeiro, destacando-se os originários dos EUA, do Brasil e de Angola (16%, 12% e 10%, respectivamente), e foram responsáveis por 42% do montante total do outro crédito contratado, percentagem praticamente semelhante à de 2024 (43%).

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