Há “muito trabalho a fazer” até que haja um consenso entre os Estados-membros da União Europeia para que seja dada luz verde à adesão da Ucrânia, disse este domingo a alta representante europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, durante a Conferência de Segurança de Munique.
“A minha sensação é que os Estados-membros não estão preparados para dar uma data concreta” para a adesão, disse Kallas durante um painel na conferência. “Há muito trabalho a fazer, mas penso que a prioridade é andar em frente e mostrar que a Ucrânia é parte da Europa”, acrescentou.
A Ucrânia quer que a adesão à UE faça parte do acordo de paz com a Rússia e, segundo a versão mais recente deste plano desenhado em conjunto com os EUA, foi até fixado o ano de 2027 para que isso acontecesse. Em Bruxelas estuda-se a possibilidade de se criar um modelo de adesão rápida para garantir a entrada imediata da Ucrânia após a assinatura do acordo.
No entanto, o processo de adesão é habitualmente muito longo, podendo durar várias décadas, e é necessário que sejam tomadas decisões por unanimidade para que um candidato avance ao longo de todas as fases.
Ao lado de Kallas, o Presidente da Letónia, Edgars Rinkevics, disse partilhar o cepticismo da chefe da diplomacia europeia acerca das hipóteses de uma adesão rápida da Ucrânia. Embora reconheça que há o desejo de que a Ucrânia entre na UE “o mais rapidamente possível”, Rinkevics entende que “não há disponibilidade quanto a uma data” para que isso aconteça entre os Estados-membros.
O chefe de Estado letão lembrou ainda que é necessário “olhar para os Balcãs Ocidentais”, uma região na qual a UE “perdeu muita da sua credibilidade” pela ausência de progressos nos processos de adesão. E, acrescentou, há ainda o processo de adesão da Moldova, e, por isso, “já não se trata apenas da Ucrânia”.
A Ucrânia formalizou a sua candidatura à UE logo a seguir ao início da invasão russa, em Fevereiro de 2022, mas tem contado com a oposição firme do Governo húngaro à sua adesão.
Entretanto foi confirmado que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, se reuniram no sábado às margens da conferência de Munique para discutir um possível reforço do apoio militar dos EUA à Ucrânia, sobretudo para resistir aos ataques aéreos russos contra a infra-estrutura energética.
Rubio e Zelensky também falaram sobre a próxima ronda de negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, com mediação dos EUA, marcadas para esta semana em Genebra.
“É importante que as negociações planeadas para Genebra sejam produtivas e quero agradecer aos Estados Unidos pela abordagem construtiva”, afirmou Zelensky depois do encontro.
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