O grupo de distribuição Jerónimo Martins, dono da cadeia de supermercados Pingo Doce, registou lucros de 646 milhões de euros em 2025, uma subida de 7,9% face ao ano antecedente, anunciou esta quarta-feira a cotada portuguesa ao mercado. O conselho de administração, liderado por Pedro Soares dos Santos (família que detém a maioria do capital da companhia), propõe a distribuição de dividendos de 408,5 milhões de euros aos accionistas (0,65 euros por acção, brutos) e a “dotação de 40 milhões de euros à Fundação Jerónimo Martins”.
Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA, na sigla em inglês) foram de 2,48 mil milhões de euros, mais 11,1% do que no ano anterior. O cash flow gerado foi de 537 milhões de euros.
As vendas consolidadas da actividade em Portugal (através das cadeias Pingo Doce, Recheio e Amanhecer), na Polónia (Biedronka e Hebe), Colômbia (Ara) e Eslováquia atingiram 35,991 mil milhões de euros, mais 7,6% do que em 2024.
A cadeia Biedronka terminou o ano passado a representar 70,4% (ou 25,34 mil milhões de euros) das vendas consolidadas pelo grupo em 2025; o Pingo Doce foi responsável por 14,8% (ou 5,34 mil milhões de euros); a Ara por 9% (ou 3,22 mil milhões de euros); a cadeia grossista Recheio por 3,9% (1,39 mil milhões de euros); e finalmente a rede de para-farmácias polaca Hebe por 1,7% (ou 626 milhões de euros). Todas registaram crescimentos em 2025, com destaque para a Ara, a única a subir a dois dígitos no período (13,3% em euros).
Na comunicação ao mercado desta quarta-feira, o grupo anunciou um investimento previsto de 1,2 mil milhões de euros para este ano, em linha com 2025: 120 lojas novas da Biedronka e mais 250 remodelações; 35 lojas na Eslováquia; 30 novas unidades não alimentares Hebe; 10 novas aberturas sob a insígnia Pingo Doce, a que se somam mais 40 remodelações; e mais 200 novas lojas Ara.
O grupo detinha, no final de 2025 3.882 supermercados Biedronka, 497 supermercados Pingo Doce e 1653 lojas de proximidade Ara.
Instabilidade geopolítica no horizonte
Na mensagem aos accionistas, Pedro Soares dos Santos alerta que “o ano inicia-se com uma escalada da instabilidade geopolítica, cujos efeitos nos diferentes indicadores macroeconómicos, entre os quais o preço da energia e a inflação alimentar, são, neste momento, imprevisíveis”.
Em Portugal, onde “a inflação alimentar no ano atingiu 2,8% e, no que respeita ao mercado de retalho alimentar, os consumidores continuaram muito focados nas oportunidades de preço e promoções”, o presidente da JM SGPS antecipa “que as famílias continuem a procurar e a escolher dinâmicas promocionais fortes que lhes proporcionem oportunidades de poupança realmente relevantes”.
No geral, nos vários mercados onde o grupo desenvolve os seus negócios, Pedro Soares dos Santos antevê, para 2026, “que os consumidores continuem a priorizar os preços baixos e as promoções, e que a intensidade da concorrência no retalho alimentar não dê sinais de abrandar”.
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