O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, fez ao início da noite desta quarta-feira uma nova declaração sobre os efeitos do mau tempo que está a assolar alguns concelhos da região Centro. Em Coimbra, ao lado da presidente da câmara municipal e do Presidente da República, o chefe de Governo garantiu que o protocolo de prevenção foi cumprido na íntegra e que “todo o dispositivo que o Estado português tem está no terreno”.
“Todas as medidas de natureza preventiva foram tomadas, mobilizando todos os agentes da Protecção Civil e levando à decisão dos senhores presidentes das câmaras municipais de evacuar vários cidadãos, que ocorreu ontem. Temos necessidade de manter vigilância total e absoluta”, insistiu Luís Montenegro, apelando aos cidadãos para seguirem os conselhos diferentes agentes que estão no terreno.
Destacando a “colaboração inexcedível de todos os autarcas, câmaras e juntas de freguesia” e a importância do “elemento de proximidade”, o primeiro-ministro lembrou que as próximas horas serão “de precipitação constante e intensa”. “Poderemos ter amanhã um desagravamento da situação, mas isso não vai diminuir a nossa necessidade de manter vigilância total. Tal com o processo de cheia é relativamente lento, o processo de escoamento da água será ainda mais lento”.
No final, deixou ainda a garantia de que tem havido sintonia entre todos os agentes envolvidos nas operações. “Todo o dispositivo que o Estado português tem está no terreno, toda a articulação está a acontecer”.
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente, também presente na conferência de imprensa, insistiu na ideia de um “período excepcional” e sublinhou, várias vezes, que a Associação Portuguesa de Ambiente (APA) fez devidamente o trabalho de casa. “A APA fez uma gestão preventiva das descargas das barragens, para evitar cheias descontroladas”, contextualização, frisando que tudo está a decorrer conforme esperado.
“Tudo aconteceu como foi previsto pelos técnicos da APA. O sr. Engenheiro Pimenta Machado dizia-me : ‘Não passamos de amanhã (hoje) à tarde’. Não adivinhou, é o que a ciência nos diz”, reforçou a titular da pasta do Ambiente, dando conta de uma ruptura parcial, de 10 metros, de um dique em Montemor que acabou por levar à inundação de campos agrícolas.
A esse respeito, explicou ainda que a APA vai continuar a monitorizar os dois diques que protegem o concelho de Montemor-o-Velho para que não haja galgamento da malha urbana.
As medidas de protecção já em vigor desde terça-feira (de salvaguarda de pessoas e bens), acrescentou a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, vão manter-se até sábado de manhã, altura em que será feita nova avaliação da situação.
“Havendo a possibilidade de outras rupturas no dique, vamos manter esta situação de prevenção e manter estas zonas evacuadas, acrescentou, elogiando o papel do exército, dos bombeiros, da PSP, da GNR e dos presidentes de junta nos últimos dias.
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