Mais de 30 crianças infectadas em surto de sarampo no Norte de Londres

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Um surto em sete escolas e uma creche em Enfield, bairro localizado no Norte de Londres, registou 34 casos de sarampo em Janeiro, todos em crianças sem a imunização completa. Algumas receberam tratamento hospitalar, avançou o Sunday Times. Desde o início deste ano, Londres já registou 60 infecções.

O surto levanta preocupações devido aos baixos níveis de vacinação MMR — vacina combinada para o sarampo, papeira e rubéola na capital inglesa. Para cada pessoa infectada, o sarampo pode propagar-se a até 18 pessoas não vacinadas, o que poderá constituir um risco significativo para a saúde pública em toda a cidade de Londres, onde as taxas de vacinação estão entre as mais baixas de Inglaterra.

Dudu Sher-Arami, directora de saúde pública de Enfield, explicou ao Sunday Times que Londres apresenta “uma das taxas de adesão à vacinação mais baixas, se não a mais baixa do país”. “É possível que isto cresça. Sabemos que o sarampo pode ter complicações muito graves. Pode causar surdez, danos cerebrais, e uma em cada cinco crianças pode necessitar de tratamento hospitalar”, acrescentou.

Para conter o surto, centros de vacinação temporários estão a ser montados em escolas e por toda a área de Enfield.

Em Portugal, a vacina é designada VASPR, assim chamada por causa das iniciais das três doenças: sarampo, a parotidite epidémica (papeira) e a rubéola. Faz parte do Programa Nacional de Vacinação (administrada aos 12 meses e aos cinco anos). Desde 2015, Portugal tem o estatuto de eliminação do sarampo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ou seja, não existe evidência de transmissão endémica nos 36 meses anteriores.

No mês passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o Reino Unido já não tem o estatuto de eliminação do sarampo, dado que a transmissão foi restabelecida em 2024, segundo noticiou o The Guardian. Esta situação surge após a estagnação na cobertura vacinal e um aumento no número de casos, com quase quatro mil registados no Reino Unido em 2024. Entre 2021 e 2023, o país integrava a lista dos que eliminaram a doença.

A OMS recomenda que pelo menos 95% das crianças recebam as doses da vacina de cada doença para alcançar a imunidade de grupo. Segundo dados da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla inglesa), 91,9% das crianças de cinco anos tinham recebido uma dose da vacina MMR em 2024-25, mantendo-se inalterado em relação a 2023-24 e representando o valor mais baixo desde 2010-11. Apenas 83,7% das crianças com cinco anos de idade receberam as duas doses, o nível mais baixo desde 2009-10.

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