Manuel Enrique Ferreira, preso político luso-venezuelano, libertado na Venezuela

0
1

Manuel Enrique Ferreira, médico luso-venezuelano e preso político na Venezuela, foi libertado neste domingo, 8 de Fevereiro, confirmou ao PÚBLICO o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.

O dirigente do partido político Vente Venezuela foi detido no estado de Lara, a 26 de Julho de 2025, e acusado pelos crimes de “incitamento ao ódio e associação para cometer crimes”, detalha o MNE. O médico estava detido no Centro de Reclusão em Tocuyito, no estado de Carabobo.

“Portugal saúda a libertação do luso-venezuelano Manuel Enrique Ferreira, detido desde Julho de 2025. Expressa profunda solidariedade à família neste reencontro tão aguardado”, diz o MNE, numa mensagem publicada na rede social X, acrescentando que Portugal “continuará a trabalhar pela libertação dos presos políticos detidos na Venezuela”.

“A sua filha, prima e tios encontram-se neste momento a caminho da prisão de Tocuyito. […] Um reencontro há muito esperado, depois de meses de angústia, silêncio e injustiça”, avança Carlos Fernandes, deputado da Assembleia Legislativa da Madeira que, em contacto com as famílias, tem acompanhado a situação dos presos políticos luso-descendentes na Venezuela.

“Continuamos a exigir a libertação imediata dos outros luso-venezuelanos ainda detidos, bem como de mais de 600 presos políticos que permanecem encarcerados apenas por pensarem diferente, por defenderem a democracia ou por serem familiares de vozes incómodas ao regime”, lê-se ainda na publicação de Carlos Fernandes.

Após a libertação de Carla da Silva, a 26 de Janeiro, depois de cinco anos de prisão, foi também libertado, a 1 de Fevereiro, o médico Pedro Javier Rodriguez, de 43 anos e ascendência madeirense, que esteve detido durante três meses por actividade oposicionista nas redes sociais. Outro luso-descendente, Jaime Reis Macedo, foi libertado a 4 de Fevereiro.

Com a liberdade de Manuel Enrique Ferreira, o MNE confirma que permanecem detidos na Venezuela cinco dos nove luso-descendentes mencionados por Paulo Rangel a 20 de Janeiro, sendo que quatro deles estão acusados também por crimes de delito comum.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com