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Com três patrimônios mundiais — feito que nenhum estado brasileiro tem — o Maranhão quer escancarar as portas para o turismo internacional. Não que os maranhenses estivessem fechados para o mundo. “Mas o momento é especial. Vamos ter a primeira rota aérea ligando o nosso estado à Europa“, diz Maria do Socorro Araújo, secretária estadual de Turismo. “A partir de outubro, São Luís, a nossa capital, será conectada a Lisboa por dois voos semanais operados pela TAP”, acrescenta.
A meta, com essa ligação europeia, afirma Socorro, é atrair não apenas turistas estrangeiros, mas também investimentos para o Maranhão. Ela conta que, já se antecipando ao início do voo da TAP, o grupo português Vila Galé decidiu construir dois hotéis no centro histórico de São Luís, com investimentos que superam os 16 milhões de euros. “Estamos muito entusiasmados com esses empreendimentos”, ressalta o PÚBLICO Brasil, o presidente da rede hoteleira, Jorge Rebelo de Almeida.
A secretária destaca que a meta, com a ligação entre São Luís e Lisboa, é ampliar o fluxo de turistas para o estado em ao mesmo 20% neste ano. Em 2025, 2,8 milhões de viajantes aportaram no Maranhão, um incremento de 17% ante o ano anterior. “Mas não sabemos precisar quantos são estrangeiros e de quais nacionalidades, porque, como não temos voos internacionais e a imigração ocorre em outros estados, ficamos sem dados precisos. De qualquer forma, temos noção de que, entre os nossos principais visitantes estrangeiros, estão portugueses, franceses, italianos e alemães”, sublinha.
Socorro é enfática: “Com três patrimônios mundiais, temos uma vantagem competitiva muito grande”. Ela lista o que classifica como maravilhas do Maranhão: a capital São Luís, que foi fundada pelos franceses, mas impulsionada pelos portugueses, com seu conjunto de casario colonial, o maior da América Latina — são mais de 3 mil empreendimentos —; os Lençóis Maranhenses, com suas lagoas e dunas espalhadas por 155 mil hectares — área maior que a cidade de São Paulo —; e o Bumba Meu Boi, dança folclórica característica do estado.
Vicente Nunes
“São Luís ganhou o título da Unesco de Patrimônio Histórico Mundial. Já os Lençóis Maranhenses são considerados Patrimônio Mundial Natural e o Bumba Meu Boi, Patrimônio Cultural Imaterial. Nenhum outro estado do Brasil detém tantos títulos concedidos pela Unesco. Para nós, esse feito é motivo de muito orgulho”, assinala a secretária. Na visão dela, “o Maranhão é um resumo do Brasil, com sua forte miscigenação, que, agora, vai superar as dificuldades de acesso que inibem o turismo internacional”.
Segurança pesa
Segundo Socorro, o voo entre São Luís e Lisboa, oficializado durante a BTL, a Feira de Turismo de Lisboa, na semana passada, só veio depois de muita negociação. “Estávamos tentando criar essa rota aérea desde 2023”, ressalta. Ela acredita, porém, que, da capital, os turistas poderão se movimentar pelo estado de carro ou mesmo de avião, por rotas nacionais. “Temos um aeroporto em Imperatriz, no Sul do Maranhão, que permite aos viajantes conhecerem a Chapada das Mesas, região repleta de cachoeiras de águas mornas”, diz.
Ela conta que, nos últimos anos, o governo estadual e a iniciativa privada fizeram investimentos importantes nessa região, sobretudo em Carolina, considerada uma das principais portas de entrada para a Chapada das Mesas. “As estradas estão boas e foi implantada uma rede hoteleira de qualidade”, garante. A secretária destaca, ainda, que é possível chegar ao estado por meio de ferry boat, pelo litoral ocidental, e de trem de passageiros saindo de Parauapebas, no Pará, linha férrea operada pela mineradora Vale.
Na avaliação de Socorro, além das belezas naturais e da riqueza cultural e gastronômica, o Maranhão tem outra vantagem competitiva para atrair mais turistas: a queda nos índices de violência. “Dados do Fórum Nacional de Segurança apontam o nosso estado como o mais seguro do Nordeste”, afirma. Ela reconhece que a segurança é fundamental para que os viajantes se sintam mais confortáveis para visitar o Brasil.
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