A Polícia de Segurança Pública (PSP), através do Comando Metropolitano de Lisboa, revelou este domingo que, no sábado, 21 de Março, pelas 17h50, deteve um homem de 39 anos, na sequência de incidentes ocorridos durante uma manifestação realizada sob o lema “Marcha pela Vida”, junto à Assembleia da República, em Lisboa. “Fugiram do local alguns indivíduos que estariam integrados num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria”, diz o comunicado da PSP.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, já repudiou este incidente e reafirmou o combate a todo o tipo de extremismos.
”Não toleramos qualquer forma de extremismo violento e continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos. A pronta intervenção da PSP merece claro reconhecimento, evidenciando a eficácia e o profissionalismo na protecção dos cidadãos”, afirmou o ministro da Administração Interna, Luís Neves, numa publicação nas redes sociais.
“No momento dos factos, a manifestação contava com cerca de 500 participantes, tratando-se de uma concentração de carácter intergeracional, onde se encontravam diversos menores, incluindo crianças e bebés”, lê-se no comunicado da PSP. De acordo com os elementos de informação recolhidos no local, adianta a mesma fonte,”o suspeito aproximou-se da zona onde se encontravam os manifestantes e arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo ‘cocktail molotov’, contendo gasolina, na direcção das pessoas presentes”. A organização diz que na marcha de Lisboa terão participado cerca de 4000 pessoas.
Segundo a PSP, “o engenho acabou por embater no solo junto de um grupo de manifestantes, não tendo deflagrado no momento do impacto, circunstância que evitou consequências potencialmente mais gravosas, embora tenha gerado um clima de alarme e perturbação no local”.
Algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável, tendo ficado com a roupa impregnada com uma substância que apresentava forte odor a gasolina, diz a PSP, adiantando que no local “foi apreendido o engenho incendiário improvisado utilizado pelo suspeito, constituído por uma garrafa de vidro contendo líquido inflamável e material têxtil, bem como outros elementos com relevância probatória”.
A polícia diz que o suspeito foi de imediato interceptado no local, acabando por ser detido e posteriormente conduzido às instalações policiais, com o objectivo de ser presente à autoridade judiciária competente para aplicação das medidas de coacção consideradas adequadas, o que deverá acontecer na segunda-feira.
Também o Patriarca de Lisboa condenou o “acto de violência”. Referindo que ocorreu num contexto onde se encontravam famílias e crianças, Rui Valério disse que “tais acontecimentos são gravemente inaceitáveis”. “A violência nunca é caminho. Não constrói, não dignifica, não serve a verdade. E torna-se ainda mais dolorosa quando ameaça os mais frágeis”, expressou.
“Os factos estão ainda a ser apurados, mas o que é relatado interpela profundamente a nossa consciência”, refere, em comunicado, apelando a cidadãos, instituições e autoridades para que se preserve e promova um clima de respeito, liberdade e responsabilidade.
A Marcha pela Vida, realizada no sábado em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, teve lugar em 12 cidades do país e juntou centenas de pessoas em protesto contra a interrupção voluntária da gravidez e a morte medicamente assistida.
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