Mariana Mortágua e Luís Neves, pecadores até prova em contrário

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O que têm em comum a bateria de críticas à nomeação de Mariana Mortágua para a coordenação do programa de doutoramentos em Economia no Iscte e o coro de suspeitas associado ao nome escolhido por Luís Montenegro para a pasta da Administração Interna? Exactamente a mesma atitude colectiva que tende a depreciar com um manto de suspeição tudo o que mexe na vida pública. Sob os auspícios de boas intenções, como a exigência de transparência, a necessidade de evitar conflitos de interesses, de proteger a liberdade crítica do espírito académico, de defender as instituições, inverte-se a noção republicana do sentido de serviço e arrasa-se tudo o que mexe apenas por se mexer. Nas cabeças dos novos zeladores do escrúpulo ou da moral colectiva, há sempre o risco de proselitismo ou a ambição do tacho de quem sai da política para o ensino, ou o perigo do abuso da informação sensível de quem sai do serviço público para a política.

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