A estimativa inicialmente feita pelo sector segurador para as indemnizações a pagar na sequência das tempestades que assolaram a região Centro entre os dias 27 de Janeiro e 13 de Fevereiro, que era de 500 milhões de euros, foi revisto em alta, para 750 milhões de euros.
A actualização foi feita nesta quinta-feira pelo presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), José Galamba de Oliveira, no Parlamento, dando conta que, de acordo com o inquérito promovido junto dos seus associados, deram entrada nas seguradoras, até 25 de Fevereiro, mais de 140 mil participações de sinistros cobertos por apólices de seguros.
Entretanto, os valores já pagos e provisionados (reconhecidos) até à data ascendem a 500 milhões de euros, avança a APS.
No universo dos seguros participados na sequência do que tem sido designado por comboio de tempestades, 115 mil são relativas a seguros de habitações, 13 mil a actividades comerciais e 9,5 mil automóvel.
Relativamente ao volume de indemnizações pagas ou provisionadas, os valores repartem-se por 254 milhões de euros para reparação e recuperação de habitações, 210 milhões de euros para recuperação de empresas e 28 milhões de euros relativos ao seguro automóvel.
Na audição parlamentar da Associação Portuguesa de Seguradores, por requerimento apresentado pelo Grupo Parlamentar do PS, relativo à resposta do sector às intempéries associadas às tempestades Kristin e Leonardo, José Galamba de Oliveira destacou que “tal como em eventos de natureza semelhante, constata-se as perdas económicas não protegidas por seguro (protection gap) relativas a empresas e habitações são estimadas em cerca de 80%. Ou seja, a cobertura por seguro fica-se por 20%.
Para superar aquela lacuna, o presidente da APS garantiu que “as empresas de seguros permanecem empenhadas em contribuir e em ter um papel activo na criação em Portugal de um sistema integrado e articulado entre o Estado e as seguradoras, de protecção em caso de catástrofe natural”. Este fundo ou sistema integrado, como designou, deveria ter “carácter obrigatório”, defendeu o responsável, embora tenha admitido que deveria ser criada uma solução para as famílias que não o possam pagar.
Os prejuízos materiais provocados pelo mau tempo, especialmente pela tempestade Kristin, são muito elevados, podendo atingir entre cinco e seis mil milhões de euros, admite Paulo Fernandes, presidente da Estrutura de Missão “Reconstrução da Região Centro”.
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