Mau tempo: há 35 mil clientes da E-redes sem energia

0
1

Havia, pelas 12h30 deste sábado 35 mil clientes da E-redes sem energia eléctrica em Portugal, sendo que 19 mil correspondem às zonas afectadas pela depressão Kristin, informou o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, numa conferência de imprensa em Carnaxide.

A previsão para este sábado aponta para períodos de chuva ou aguaceiros geralmente fracos, com possibilidade de algum agravamento no domingo, sobretudo nas zonas do Minho e do litoral, mas “nada muito significativo”, sublinhou Mário Silvestre. Também são esperados episódios de vento por vezes forte no litoral, ainda assim dentro de um quadro considerado “perfeitamente normal”.

Segundo a Protecção Civil, este cenário terá um impacto positivo na situação hidrológica do país, contribuindo para o escoamento dos rios. “Nos cursos de água e nas zonas onde temos tido mais inundações, espera-se um desagravamento da situação a nível nacional.”

Rios ainda sob vigilância

Apesar da melhoria geral, algumas bacias hidrográficas continuam a exigir acompanhamento. No rio Mondego mantém-se um risco significativo de inundações, especialmente na zona de Montemor-o-Velho. Os caudais permanecem elevados, embora não sejam considerados críticos. “Poderá haver ainda algum risco para as populações, mas todo ele está a ser monitorizado”, explicou o responsável.

Já no rio rio Tejo, os caudais continuam altos, “muitos deles provenientes das descargas das barragens espanholas”. Ainda assim, as autoridades receberam indicações de que essas descargas deverão diminuir, o que poderá aliviar as zonas ribeirinhas. O plano da bacia do Tejo mantém-se, contudo, no nível vermelho.

A situação deverá também reflectir-se no rio Sorraia, onde as afluências às barragens — nomeadamente a barragem de Montargil — permanecem significativas. Com a melhoria das condições meteorológicas, espera-se que localidades como Coruche e Benavente venham a ser menos afectadas.

No rio Sado, em Alcácer do Sal, verifica-se já um regresso gradual ao leito normal, o que está a permitir a retoma à normalidade e a continuidade dos trabalhos de manutenção.

Mantêm-se ainda sob risco de inundações os rios Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana, embora com menor severidade e criticidade.

Operações no terreno e impactos

A Protecção Civil mantém activos 12 planos distritais e 122 municipais, além de 15 declarações de alerta em vigor. Até ao momento, foram registadas 18.589 ocorrências, que mobilizaram 63.094 operacionais e 25.831 meios. As tipologias mais frequentes continuam a ser quedas de árvores, inundações e movimentos de massa.

As autoridades alertam que, apesar do desagravamento, os solos permanecem muito saturados. Por isso, a queda de árvores, bem como desmoronamentos e deslizamentos de terras, deverão continuar a ser uma realidade pelo menos durante a próxima semana. “Estamos ainda dependentes do quadro meteorológico que poderá vir a assolar Portugal nos próximos dias”, frisou o comandante nacional.

Persistem também constrangimentos na linha ferroviária e na rede rodoviária nacional. As autoridades apelam à atenção dos condutores, sobretudo devido à visibilidade reduzida provocada pela formação de neblinas e nevoeiros matinais.

Recomendações à população

A Protecção Civil aconselha a população a manter-se vigilante, evitando a proximidade de rios e linhas de água com correntes ainda significativas, bem como túneis e zonas inundáveis. Em áreas susceptíveis, recomenda-se a permanência em pontos altos e o afastamento de equipamentos eléctricos da água.

As autoridades pedem ainda que sejam comunicadas eventuais derrocadas, muros com fissuras ou cabos eléctricos caídos — que podem estar sob tensão e representar risco de electrocussão.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com