Miguel Oliveira em estreia no Mundial de Superbikes

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O Mundial de Superbikes (WSBK) de 2026 arranca este fim-de-semana, em Phillip Island, na Austrália, com o piloto português Miguel Oliveira em estreia ao comando de uma BMWM 1000 RR da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK.

Vindo da classe-rainha e considerado pelo vice-campeão do mundo de Superbikes em 2024 e 2025, Nicolò Bulega (Ducati), como grande favorito à conquista do título mundial, Miguel Oliveira concluiu o primeiro dia de treinos livres com o décimo tempo (1m29,746s), a 0,852 segundos do “rival” italiano, o mais rápido das duas sessões de treinos livres (único a rodar no segundo 28) e principal candidato a suceder ao turco Toprak Razgatlioglu, tricampeão mundial (2021, 2024 e 2025), que este ano disputará o Mundial de MotoGP pela antiga equipa de Miguel Oliveira.

Apesar de vir de “cima”, habituado a velocidades que as motas derivadas de série não estão preparadas para atingir, Miguel Oliveira terá, forçosamente, de passar por um período de adaptação ao novo motor de quatro cilindros em linha da 1000RR, o que exige uma abordagem diferente.

Especialmente nas curvas longas de Phillip Island, onde depois de uma promissora prestação nos testes, Miguel Oliveira terá agora de extrair todo o potencial da moto. O potencial está lá para Oliveira usar e entrar no top 5, meta apontada pelo português como realista.

Apesar de nunca ter conquistado o Mundial de “construtores”, a BMW teve em Toprak Razgatlioglu o vencedor dos dois últimos Mundiais de pilotos, o que eleva as expectativas e a fasquia para Miguel Oliveira, que chega às Superbikes com um registo de cinco triunfos em Grandes Prémios de MotoGP, depois de um vice-campeonato de Moto3 (2015) e um terceiro lugar no Mundial de Moto2 (2017), dois anos antes da estreia na classe-rainha, que disputou nos últimos sete anos.

Oliveira terá, agora, de esquecer os dois títulos que Toprak deu à BMW e focar-se no novo desafio. Para já, conseguiu superar o italiano Danilo Petrucci (6.º classificado em 2023 e 5.º em 2024 e 2025), colega de equipa que chega da campeã Ducati. Mudança que está a revelar-se problemática para Petrucci, de 35 anos, que também passou pelo MotoGP.

Ciente de todas as idiossincrasias de MotoGP e Superbikes, Miguel Oliveira gostaria de ter tido “mais tempo” para se adaptar. Algo que Toprak também está a sentir no MotoGP, admitindo que o estilo que lhe garantiu três títulos mundiais de pouco lhe serve na classe-rainha.

Outro desafio para Oliveira é o formato da competição, um campeonato com 12 rondas e três corridas por fim-de-semana. À estreia na Austrália, segue-se a primeira de duas provas portuguesas, em Portimão. O Estoril surge como penúltima ronda do Mundial, em Outubro.

Em Phillip Island, para além das duas sessões de treinos livres do primeiro dia, decorreu uma terceira esta madrugada, seguida de qualificação e da primeira corrida. No domingo, há a corrida de Superpole — mais curta — e a terceira e última corrida do fim-de-semana.

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