Já não é precisa uma prova laboratorial para se perceber que, se o primeiro Governo de Luís Montenegro, eleito em Março de 2024, patinou, o que tomou posse em Junho de 2025 está a derrapar. Pode-se acreditar que as razões desse deslize estão nas opções conscientes de Luís Montenegro: na sua deriva ideológica que o aproxima mais da agenda radical da direita do que do centro onde sempre se formularam os grandes compromissos da democracia; ou na sua aposta em matérias que fermentam a polarização em detrimento das reformas possíveis no actual contexto político. A opção por um governo pendular, uma nova “geringonça” dependente de equilíbrios precários com os dois maiores blocos da oposição, funciona como amparo do programa do Chega, não como força motriz para qualquer projecto de futuro.
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