Morreu o desenhador belga Hermann, que criou Jeremiah e Comanche

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O desenhador belga Hermann morreu domingo em Bruxelas, confirmou esta segunda-feira a sua editora, a Lombard. Tinha 88 anos. Hermann Huppen, autor de Jeremiah e Comanche e um dos fundadores da revista Tintin, era um ilustrador da escola realista e, como descreve o diário francês Libération, um dos pilares da banda desenhada franco-belga.

Hermann Huppen nasceu a 17 de Julho de 1938 perto de Liège, na Bélgica, e era um “criador insaciável”, “apaixonado e imponente”, despede-se a sua editora em comunicado, no qual acrescenta que “o mundo da banda desenhada e todos os amantes da nona arte acabam de perder um grande artista”. Hermann morreu em Bruxelas, hospitalizado, e tinha cancro.

O cartoonista belga é considerado um dos maiores autores de banda desenhada realistas da história da BD franco-belga, tendo publicado 120 álbuns numa carreira de cerca de seis décadas. Começou a trabalhar na década de 1960, tendo-se licenciado em Arquitectura e Artes Decorativas e encetado o desenho como autodidacta. Fazem parte da sua obra títulos como Les Belles Histoires de l’Oncle Paul, uma série começada em 1951 e na qual deram os primeiros passos jovens ilustradores como Hermann, mas também Jugurtha, Les Tours de Bois-Maury, Sarajevo Tango e On à Tué Wild Bill.

Mas os títulos mais célebres são indubitavelmente Bernard Prince (1966), Comanche (1969) e ​Jeremiah (1979), “sagas que se tornaram míticas”, assevera o diário francês Le Figaro. Na mesma medida, o seu grande colaborador na escrita foi o argumentista Michel Greg, conhecido como Greg e a quem atribui parte do impulso de desenhar e aperfeiçoar o seu estilo. “Hergé tinha visto uma das minhas páginas de Comanche, na qual eu retratava um acampamento, e elogiou-a bastante”, contou ao Figaro em 2017. Tinha sido Greg que mostrara as pranchas de Hermann ao criador de Tintin, de quem se tornou parceiro de debate e tertúlia.

Hermann é autor de “uma banda desenhada física e intensa, às vezes quase violenta, com um sentido consumado dos ambientes, um talento pouco comum para sugerir os temas, uma energia omnipresente”, disse a direcção do Festival de BD de Angoulême em 2016, precisamente o ano em que este festival lhe atribuiu o Grande Prémio.

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