Na corrida à TAP, IAG sobe lucro e vê América Latina a crescer

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O grupo IAG, um dos três candidatos à privatização da TAP, viu os resultados de 2025 atingirem novos máximos, com as receitas a crescerem 3,5%, para 33,2 mil milhões de euros, e o resultado líquido a subir 19,3%, para 3,3 mil milhões de euros (excluindo factores extraordinários). Já o lucro operacional foi de cinco mil milhões, mais 17,3% face a 2024.

Na apresentação de contas, realizada esta sexta-feira, o grupo que reúne a Iberia e a British Airways diz manter o seu interesse na compra de 44,9% da TAP (outros 5% são para os trabalhadores), uma vez que este negócio é “uma oportunidade interessante do ponto de vista estratégico”.

Apesar disso, acrescenta em comunicado o grupo liderado por Luis Gallego, a operação, a concretizar-se, terá de ser em condições “que permitam a criação de valor para os accionistas da IAG”.

Uma das questões centrais é o facto de a privatização prever a venda de uma posição que não é maioritária, mesmo que com os 44,9% venha também o controlo da gestão (precisando do aval do accionista Estado para opções estratégicas). Os concorrentes da IAG na privatização da TAP são a Lufthansa e a Air France-KLM, tendo as empresas que entregar as propostas não vinculativas até ao início de Abril.

Iberia cresce para sul

A grande particularidade da TAP é o seu domínio nas rotas da Europa para o Brasil, onde a IAG quer crescer. Neste momento, diz o grupo, a IAG já é “líder de mercado no Atlântico Sul”, com uma média de 54 voos por dia através da Iberia e também da BA e da Level.

A região mundial, diz, tem vindo a crescer de forma sustentada e tendência deverá manter-se. No caso da Iberia, a empresa cresceu 4,4% em termos de frequências para o mercado do Atlântico Sul em 2025.

O destaque vai para o início da operação com os novos aviões A321XLR na América do Sul, nomeadamente as rotas da companhia espanhola de Madrid para Fortaleza e Recife, no Brasil.

De acordo com as contas do grupo, que transportou 121,5 milhões de passageiros em 2025 (responsáveis por 28,9 mil milhões em receitas), a região da América Latina e Caraíbas foi a que mais cresceu na operação da IAG, subindo 3,2% para 7,5 milhões. Já a maior descida ocorreu nos seus dois mercados domésticos, com uma variação negativa de 1,5% em Espanha e no Reino Unido, para 29,7 milhões de passageiros.

A receita média por passageiros/quilómetros para a América Latina e Caraíbas subiu 4%, face à média de 1,3% do grupo (ficando apenas atrás dos 5% da Ásia e Pacífico) e a região foi também a única onde houve um crescimento da taxa de ocupação, subindo 0,6% para 88,9%.

O grupo, que conta ainda com a Air Lingus e com a Vuelling, fechou o exercício de 2025 com uma diminuição da dívida líquida em 1,5 mil milhões, passando para 5,9 mil milhões, e com um fluxo de caixa livre de 3,1 mil milhões de euros. Além do pagamento de dividendos, o grupo prepara-se para distribuir 1,5 mil milhões de euros aos accionistas.

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