A reunião desta quarta-feira entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, a sexta entre os dois líderes desde que Trump regressou à Casa Branca, em Janeiro do ano passado, durou três horas e terminou com o anúncio de que as negociações entre o Irão e os Estados Unidos vão continuar.
Na reunião “muito boa” com o primeiro-ministro de Israel, “não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, excepto que insisti que as negociações com o Irão continuem para ver se um acordo [sobre o programa nuclear] pode ser alcançado”, escreveu o Presidente dos Estados Unidos na rede social Truth, no final do encontro.
Esta é a “preferência” dos EUA, disse Trump. “Se não for possível [chegar a acordo], teremos apenas de ver qual será o resultado”, acrescentou o Presidente dos EUA.
Donald Trump disse que “da última vez” que o Irão recusou fazer um acordo, “foi atingido” pela operação Martelo da Meia-noite (em Junho passado) e que isso “não resultou bem” para o regime.
Durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão, os EUA atingiram três instalações nucleares iranianas e, apesar de Trump ter garantido nessa altura que o programa nuclear iraniano tinha sido aniquilado, passado meio ano, continua a haver receios da ameaça nuclear iraniana.
Delegações dos dois países reuniram-se na semana passada em Omã e ficaram de voltar a encontrar-se, em data a confirmar, apesar de o Presidente dos EUA continuar a alimentar a retórica de que está pronto para continuar a enviar mais meios militares para o Médio Oriente.
Ainda assim, parece posta de lado qualquer intervenção militar contra Teerão no imediato, o que certamente terá desagradado a Netanyahu, preocupado não só com o programa nuclear, mas também com o programa de mísseis balísticos iranianos e a capacidade do regime de continuar a financiar grupos anti-Israel como o Hamas, o Hezbollah, ou os houthis.
A seguir à reunião, o gabinete do primeiro-ministro israelita foi parco em palavras. Em comunicado, explicou que os dois líderes “abordaram as negociações com o Irão, Gaza e os desenvolvimentos regionais” e que o “primeiro-ministro enfatizou as necessidades de segurança de Israel no contexto das negociações”.
Ambos concordaram “manter uma coordenação estreita e uma comunicação contínua”, acrescentou o comunicado.
O regime iraniano (que festejou esta quarta-feira os 47 anos da Revolução Islâmica de 1979, como se não tivessem sido assassinadas, há poucas semanas, milhares de pessoas que protestavam nas ruas) tem dito que está disposto a chegar a um acordo com os EUA sobre o nuclear em troca do levantamento de sanções económicas.
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