“Não se pode fazer uma mudança de regime no Irão, isso é o Missão Impossível”, diz Teerão

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Em entrevista ao canal norte-americano NBC, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garantiu que o povo de Teerão apoia o regime, que fez cedências a Washington no âmbito as negociações sobre o enriquecimento de urânio e que está disposto a suster a escalada do conflito quando “a agressão” norte-americana parar.

“Não se pode fazer mudança de regime enquanto milhões de pessoas apoiam esse regime, isso é o Missão Impossível. Há 30 milhões de pessoas na rua a apoiar. Temos uma estrutura política muito sólida. Os EUA já tentaram isto antes, sanções, muitas guerras, operações terroristas e todas essas tentativas falharam. Se quiserem continuar a repetir experiências falhadas, não terão resultado algum”, disse Abbas Araghchi aos dois jornalistas da NBC, assegurando que, apesar tudo, o Irão tem “tudo sob controlo”.

“Não digo que não haja guerra. Há pânico. Muitos estudantes foram mortos. Mas a minha mensagem para o meu povo é que somos uma grande nação, com uma grande civilização que perdura há milhares de anos. Sabemos como derrotar os nossos inimigos e como sobreviver”, disse o governante iraniano.

Sobre a possibilidade de existir um canal paralelo para contactos diplomáticos a meio deste conflito, Abbas Araghchi revelou que não existem quaisquer comunicações com os EUA nesta altura.​ “Se os americanos quiserem falar connosco, sabem como me contactar. Estamos interessados em baixar a tensão: isto não é uma guerra nossa, é uma guerra que nos foi imposta e os americanos têm de pagar por isto. Não queremos que a guerra escale. Mas a agressão tem de parar primeiro.”

Por fim, nesta entrevista de oito minutos, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão assegurou que Teerão tinha cedido em alguns pontos nas negociações sobre a questão nuclear com os EUA. “Tornámos claro que estamos preparados para fazer tudo para provar que o nosso programa nuclear é pacífico e que vai permanecer pacífico para sempre. Mas não estamos dispostos a abdicar do enriquecimento de urânio, por exemplo, para um reactor pequeno que até foi construído pelos americanos em tempos e que produz radioisótopo para medicamentos para dois milhões de iranianos.”

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