A agência espacial norte-americana NASA vai acrescentar ao seu programa lunar Ártemis um teste de acoplamento de uma nave espacial, antes de os primeiros astronautas dos Estados Unidos voltarem a pisar o solo da Lua ao fim de mais de meio século, reformulando assim o seu principal esforço lunar, no meio de atrasos crescentes e da pressão competitiva da China.
A nova missão Ártemis em órbita da Terra, planeada para 2027 e que envolve os veículos de aterragem lunar da SpaceX (de Elon Musk) e da Blue Origin (de Jeff Bezos), foi uma das muitas mudanças no programa lunar anunciadas nesta sexta-feira pelo chefe da NASA, o empresário multimilionário Jared Isaacman.
Isto acontece numa altura em que a China se aproxima do seu objectivo de aterrar na Lua com tripulação em 2030, e os especialistas em segurança dos Estados Unidos alertam para a necessidade de mais testes antes de a NASA fazer a sua tentativa de alunar com tripulação, agora planeada como Ártemis IV em 2028.
“Chegámos ao ponto em que este é realmente o único caminho para alcançar o sucesso uma aterragem lunar dentro dos prazos que pretendemos”, disse Jared Isaacman aos jornalistas nesta sexta-feira, sublinhando a necessidade de avançar mais rapidamente e minimizar os atrasos com as várias naves espaciais envolvidas no programa.
Como parte da missão Ártemis III agora actualizada, a cápsula da NASA onde viajarão os astronautas, a Órion, irá demonstrar a sua capacidade de acoplar, em órbita baixa da Terra, com os veículos de aterragem lunar em desenvolvimento.
O processo é um momento crucial no caminho da agência espacial norte-americana até à Lua. A NASA também cancelou um esforço para actualizar o seu foguetão Space Launch System, concentrando-se antes em aumentar a produção e a taxa de voo deste foguetão, que tem sido lenta em relação aos foguetões mais recentes. Esta medida tem impacto no contrato de cerca de 2000 milhões de dólares da Boeing para construir um andar superior do SLS mais potente, cujos planos actuais foram cancelados.
As medidas, segundo Jared Isaacman, ajudariam o SLS a atingir uma taxa de voo de, pelo menos, um lançamento por ano e permitirão missões anuais à Lua, acelerando uma cadência de lançamentos espaciais do foguetão, que actualmente é de um a cada dois ou três anos.
Estas decisões representam a remodelação mais significativa que a NASA faz do seu programa Ártemis desde a sua criação em 2017, uma vez que os Estados Unidos pretendem estabelecer missões lunares regulares como uma forma de continuação, há muito aguardada, das suas primeiras missões lunares no programa Apolo, que terminou em 1972.
Jared Isaacman afirmou que desde a Boeing até à SpaceX, empresas com as quais a agência espacial NASA tem contratos, estão de acordo com os novos objectivos. A Lockheed Martin, que constrói a cápsula Órion, elogiou o anúncio. E a Boeing afirmou que a sua força de trabalho e a extensa cadeia de fornecimento do SLS estão preparadas para aumentar a produção e a taxa de voo do foguetão.
A segunda missão Ártemis
A SpaceX e a Blue Origin estão a desenvolver, cada uma, um módulo de aterragem lunar para astronautas para o programa Ártemis, competindo cada uma delas para se tornar a primeira a conseguir chegar ao solo lunar para a NASA.
A Boeing e a Northrop Grumman constroem o SLS, que transporta a cápsula Órion, construída, por sua vez, pela Lockheed Martin, que transportará os astronautas para um dos veículos de alunagem, ainda no espaço, antes de aterrar na Lua.
A nova missão permite à NASA praticar mais antes de dar o passo mais ambicioso de pisar a Lua, que há muito estava planeado para a Ártemis III.
Em 2022, a agência espacial lançou um teste sem tripulação do SLS e da Órion e tem agora como objectivo o lançamento em Abril da missão Ártemis II, que levará quatro astronautas até à órbita da Lua e vice-versa.
Desde o início deste mês que a NASA tenta lançar a sua segunda missão Ártemis, que será o primeiro voo do programa a transportar uma tripulação de astronautas.
Três astronautas norte-americanos e um astronauta canadiano estarão a pilotar a Órion à volta da Lua e no regresso, durante dez dias. Mas ocorreu uma fuga de hidrogénio, combustível que é fundamental a alimentar o SLS, durante um ensaio de lançamento este mês, seguindo-se um problema no andar superior do foguetão, o que obrigou a NASA a levá-lo para reparação.
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