
Escreve-se um romance e, anos depois, ele continua a desenrolar-se fora do livro, contra ou a favor do livro, sem qualquer autorização ou controlo de quem o escreveu. Dir-se-á: é assim mesmo a vida de um livro, se tudo correr bem. Negras Costas do Tempo, original de 1998 que foi editado em Portugal pela primeira vez em 2002, com tradução de José Bento e nos chega numa nova tradução de Ana Maria Pereirinha pela mão da Alfaguara, quase quatro anos após a morte do autor, nasceu desse não controlo, ou descontrolo, inerente à ficção. O ponto de partida foi Todas as Almas, um dos romances mais marcantes da carreira de Javier Marías e a prova por ele aí exibida de que a ficção, uma vez publicada, entra em desgoverno.
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