Nuno Melo defende a importância do CDS-PP no sistema político português, afirmando que o regresso dos centristas ao Parlamento representou “um passo determinante” para o país. Para o presidente centrista, o CDS-PP é um partido de confiança e insubstituível. Sem referir o nome do Chega mas com baterias apontadas ao partido de André Ventura, o ministro da Defesa Nacional afirmou que “não se é útil por se dizer que se é de direita, com grandes jargões ou proclamações”, mas “pelo que se soma enquanto direita que se quer representar através de soluções”.
O dirigente sustentou que a razão de ser do CDS assenta na sua doutrina e que nenhum outro partido em Portugal representa a tradição da democracia cristã. “Só o CDS representa a social-democracia cristã”, declarou, defendendo que um eventual enfraquecimento do partido significaria também uma perda para a democracia portuguesa.
No encerramento das jornadas parlamentares do CDS-PP, que decorreram nesta segunda e terça-feira no Parlamento, o líder centrista destacou que o partido foi o único a conseguir regressar à Assembleia da República depois de ter ficado de fora, numa alusão às legislativas de 2022 em que os centristas não conseguiram qualquer representação parlamentar.
Melo reconheceu que este regresso, alcançado em 2024, aconteceu no âmbito de uma coligação com o PSD. Mas logo de seguida ressalvou que essa junção de esforços entre sociais-democratas e centristas contribuiu para derrotar o centro-esquerda e abrir “uma nova esperança” para o país.
Nuno Melo sublinhou a relevância histórica da democracia cristã na construção da União Europeia e a sua continuidade no presente, nomeadamente no seio do Partido Popular Europeu (PPE), que integra CDS-PP e PSD.
Na sua intervenção, transmitida pela RTP Notícias, o líder centrista destacou igualmente o que considera ser um dos principais activos do partido: a qualidade dos seus quadros. Nuno Melo referiu-se ao CDS e à Juventude Popular como um “viveiro permanente de talentos”, com presença em várias esferas políticas, da Assembleia da República ao Parlamento Europeu.
Melo apontou a “confiabilidade” como um dos factores que contribuem para a longevidade do partido, defendendo que a utilidade política não se mede por declarações ideológicas ou proclamações, mas pela capacidade de apresentar soluções concretas “Não se é útil por se dizer que se é de direita, com grandes jargões ou proclamações, é-se útil pelo que se soma enquanto direita que se quer representar através de soluções.”
CDS apela ao PS para desbloquear escolhas
Nuno Melo apelou ainda ao PS que desbloqueie a escolha de juízes para o Tribunal Constitucional. “A democracia não pode ficar sequestrada porque o PS não aceita resultados eleitorais. Faço um apelo ao PS: que perceba que em democracia os resultados são, quase sempre, desejavelmente, conjunturais”, declarou, recordando que o PS já não é a segunda força política, mas a terceira, e que “a democracia é isto mesmo”.
“Mas não pode desistir de querer voltar a ser a segunda ou a primeira. Nós lutaremos para que assim não seja, lutaremos para que o CDS seja maior, mas é bom que o PS também o perceba, porque a democracia é isto mesmo, é a expressão do povo livre”, afirmou em declarações citadas pela Lusa.
O governante também criticou, tal como antes fizera o deputado João Almeida, a deslocação do secretário-geral do PS à Venezuela. “Devo reconhecer que não esteve num dos seus melhores momentos” afirmou, acusando Carneiro de legitimar “com a sua presença um parlamento do qual foi varrida a maior parte da oposição”.
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