O destino do Arsenal nos pés de Max Dowman, já comparado a Messi

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É sempre um momento especial quando um guarda-redes vai à área contrária para tentar fazer a diferença e geralmente acontece nos instantes finais de um jogo. Aos 90 e muitos, Jordan Pickford, guarda-redes do Everton, deixou a sua baliza e foi até à área do Arsenal para tentar evitar uma derrota por 1-0 no Emirates, mas foi tudo menos heróico. Canto batido para a área, Pickford nem cheirou a bola. Quem ficou com ela foi Max Dowman, jovem médio dos “gunners” com apenas 16 anos e 73 dias de idade. Começou a correr antes do meio-campo e seguiu até à baliza deserta do Everton para fazer o 2-0 e confirmar o triunfo do Arsenal, cada vez mais perto de ser campeão inglês.

Com o golo que marcou, Dowman tornou-se no mais jovem de sempre a marcar um golo na Premier League – o anterior recordista era James Vaughn, que marcara pelo Everton com 16 anos, oito meses e 27 dias. É mais um recorde de precocidade para o ainda adolescente dos “gunners”: já era o segundo mais novo a estrear-se na Premier League (15 anos e 235 dias), o mais novo de sempre a ser titular pelo Arsenal (15 anos e 302 dias num jogo da Taça da Liga) e o mais novo de sempre a jogar na Liga dos Campeões (15 dias e 308 dias). Tudo isto antes de ter um contrato profissional e sem poder equipar-se nos balneários da equipa principal, por ter menos de 16 anos.

Parece estar tudo a acontecer cedo e muito depressa para Max Dowman, mas o talento justifica-o. “O que ele tem feito por nós com 15 anos, pessoalmente nunca vi nada assim. Só com um tipo que costumava jogar no Barcelona [Messi], talvez nem mesmo ele”, dizia Mikel Arteta, treinador do Arsenal, em Janeiro passado, quando Dowman assinou um pré-acordo com os “gunners”, sendo que só poderá assinar um contrato profissional quando chegar aos 17 anos.

E fazê-lo no Arsenal também era inevitável. Nascido numa família de adeptos dos “gunners”, em Essex, Max foi referenciado como um potencial grande talento quando tinha apenas seis anos. Podia escolher o clube que quisesse, ele e a família escolheram com o coração. Aos 14, começou a treinar-se com a primeira equipa e já jogava pelos sub-19 de Inglaterra (também um recorde de precocidade), e o talento era tão evidente que integrou o estágio de pré-época do Arsenal. Foi tendo minutos na FA Cup, na Taça da Liga e na Liga dos Campeões, o que não é coisa pouca numa equipa que luta desesperadamente para chegar a um título que já não conquista desde 2004.

E assim chegamos ao jogo deste sábado no Emirates. O Everton estava a criar muitos problemas ao Arsenal e, desta vez, nem as bolas paradas estavam a resultar. Arteta lança quem tem no banco, primeiro Gyökeres e Martinelli, depois Hincapié e Dowman. O jogo continua bloqueado, mas eis que, aos 89’, Dowman teve espaço para manobrar na direita. Bola para a área, má abordagem de Pickford e assistência quase por acaso de Hincapié para Gyökeres fazer o 1-0.

Arteta e os milhares de adeptos do Arsenal podiam respirar de alívio, mas os “gunners” ainda podiam sofrer um contratempo na compensação. No último minuto, Pickford subiu à área para um canto e já não teve pernas para recuperar e impedir o golo do adolescente do Arsenal. Dowman foi eleito o homem do jogo mas, como ainda só tem 16 anos, o Arsenal não o deixou dar entrevistas.

Palavra final a Arteta, que saltou que nem um doido a celebrar os dois golos. “Ele mudou o jogo cada vez que teve a bola nos pés. Ele fez as coisas acontecer. Fazer isto nesta idade e neste contexto de pressão e expectativas de ganhar, não é normal.”

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