Não relia os livros. Não gostava de falar sobre eles. Não sabia como escolhia os títulos das suas obras. Não se achava vaidoso. Não gostava de crónicas. Não lia notícias. Não quis ser nada mais do que escritor, apesar de ter sido também psiquiatra. Não se interessava pelas elites. Não foi consensual. Não chegou a receber o Nobel da Literatura. Não fugiu aos próprios traumas. Foi pelo “não” que tantas e tantas vezes António Lobo Antunes se definiu em entrevistas ao longo da vida, porque nunca estava satisfeito com nada.
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