
Cláudia Lopes foi a eleita pelas amigas que a acompanhavam para falar pelo bairro Paiol 16, de Sacavém. “A câmara [de Loures] quer tirar-nos de lá, está a fazer pressão para as pessoas deixarem as casas. Arranjaram soluções alternativas para as pessoas documentadas, mas não para as que não têm documentação”, resume a doméstica de 38 anos, que participa pela primeira vez numa manifestação pelo direito à habitação. E o bairro, composto por comunidades de Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe, “juntou-se para dizer que ou vão todos, ou não vai ninguém”, explica, segurando um dos cartazes que acabaria por encabeçar a manifestação que, na tarde deste sábado, desceu a Avenida da Liberdade, em Lisboa, num protesto organizado pela plataforma Casa Para Viver, contra as medidas consideradas “irresponsáveis” que têm sido lançadas pelo Governo e por uma crise habitacional que tarda em ver soluções.
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