O populismo assenta numa dicotomia entre o povo e as elites. Não é tanto uma separação de ideias, mas sobretudo moral – de um lado, o “povo honesto”, do outro, as “elites corruptas”. Neste quadro, os líderes populistas assumem-se como a “voz do povo”, encontrando nessa alegação desculpas para cortarem a direito, não respeitando instituições. Os populismos têm uma relação particularmente conflituosa com a ciência. Consideram-na parte das elites cosmopolitas, nas quais estão incluídas as universidades e outras instituições científicas, tal como os organismos internacionais nessa área. A saúde pública é um dos principais focos desta tensão e isso tem consequências muito graves, como irei contar neste ensaio da série “Como Perder Amigos Rapidamente”.
O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com







