No virar do milénio, a esquerda mais à esquerda do PS, em especial o Bloco, acreditou que o tempo das revoluções dispensava as vanguardas do proletariado e virou-se para as agendas fracturantes que tinham por base as chamadas “políticas identitárias”. Deu no que deu. Nos tempos que correm, o Governo sustentado na aliança entre o PSD e o CDS deixou-se seduzir pelas agendas fracturantes que combatem as agendas fracturantes da esquerda e as supostas “ideologias de género”, e esqueceu as suas raízes nas aspirações do conservadorismo tradicional, numa réstia de liberalismo ou na inquietude da iniciativa privada. Não se sabe no que vai dar, mas pela experiência conhecida, pode correr mal.
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