Obviamente, regionalize-se

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Portugal permanece entre os países mais centralizados da União Europeia. A despesa pública subnacional representa uma percentagem significativamente inferior à média da OCDE, e o nível regional continua a assumir um carácter predominantemente desconcentrado, dependente da administração central, sem verdadeira capacidade política. Enquanto países como Espanha, Itália ou Polónia consolidaram, ao longo das últimas décadas, regiões com competências claras, capacidade financeira e legitimidade democrática direta (hoje, a regra na UE, e não a exceção), Portugal mantém uma solução híbrida e politicamente frágil: as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) desempenham funções estratégicas relevantes, designadamente na gestão de fundos europeus e na coordenação territorial, mas não resultam de sufrágio universal direto e não dispõem de um mandato político próprio robusto.

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