OpenAI suspende construção de centro no Reino Unido após ter feito o mesmo nos EUA

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A OpenAI decidiu suspender por tempo indeterminado a construção de um centro de dados Stargate no Reino Unido, depois de há um mês ter feito o mesmo com a ampliação de um outro centro de grandes dimensões no Texas, EUA.

No caso britânico, a empresa – que ao longo dos últimos meses foi anunciando investimentos em infra-estrutura cujo total ultrapassa um bilião de dólares – justificou a decisão com os custos elevados de energia no país e com a incerteza regulatória. Referiu-se em particular à decisão do Governo de adiar mudanças na lei que teriam facilitado o uso de conteúdos protegidos por direitos de autor por parte de empresas de inteligência artificial.

“Continuamos a explorar o Stargate no Reino Unido e avançaremos quando as condições adequadas de regulação e custos de energia permitirem o investimento de longo prazo em infra-estrutura”, afirmou a OpenAI.

O centro era uma peça importante na estratégia britânica para a instalação no país de infra-estrutura para correr aplicações de inteligência artificial. Iria usar chips da Nvidia, instalados pela startup britânica Nscale, que é também a responsável pela instalação de chips da Nvidia no centro de dados da Start Campus, em Sines.

O projecto fazia parte de um pacote de investimento em infra-estruturas que foi anunciado em Setembro, durante a visita de Donald Trump ao Reino Unido, e que envolve grandes tecnológicas como a Nvidia e a Microsoft.

A construção do centro Stargate deveria ter arrancado no primeiro trimestre e estar finalizada até ao final do ano. No mês passado, uma investigação do jornal britânico The Guardian revelou que a estrutura era ainda um estaleiro de obras em fase inicial, e que alguns dos investimentos já anunciados não tinham ainda sido contratualizados.

A notícia surge depois de, em Março, a OpenAI ter decidido abandonar a expansão de um centro de dados no Texas, um dos mais importantes para a empresa, num projecto que estava a ser feito em parceria com a Oracle.

Os centros Stargate (uma referência a um filme de ficção científica dos anos 1990) fazem parte da estratégia do CEO da OpenAI, Sam Altman, de apostar em infra-estrutura em escala gigantesca, com o objectivo de desenvolver sistemas progressivamente mais poderosos e eventualmente capazes de alcançar o patamar da inteligência artificial geral, em que serão capazes de superar humanos em vários tipos de tarefas.

No ano passado, a empresa anunciou um destes centros nos Emirados Árabes Unidos. Mas a guerra contra o Irão está a suscitar dúvidas sobre a estabilidade da região e o nível de risco que implica construir este tipo de infra-estruturas no Médio Oriente. Logo no arranque do conflito, o Irão atacou com drones instalações da Amazon. Pouco depois, declarou como alvos legítimos outras grandes tecnológicas americanas.

O cancelamento dos centros de dados não é a única mudança recente de planos por parte da OpenAI, que surgiu na frente na corrida da IA generativa, mas enfrenta hoje concorrência cerrada de startups como a Anthropic, e também de gigantes estabelecidas como a Google e a Microsoft.

Há duas semanas, cancelou o serviço Sora, que permitia a criação de vídeos através de pedidos de texto. A tecnologia tinha capacidade para gerar vídeos realistas e os utilizadores podiam usar imagens de si próprios ou de outras pessoas. Tornou-se um fenómeno viral pouco após o lançamento.

O Sora captou a atenção da Disney e as duas empresas tinham na calha um negócio de mil milhões de dólares para integrar personagens da Disney. Na base da decisão terão estado os elevados custos computacionais do serviço.

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