Pais, fujam à ditadura dos conselhos para bebés

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Querida Mãe,

Hoje vou fazer uma birra a todos os conselhos aos recém-pais do mundo.

Não queremos saber se o Baby-Led Weaning (BLW) é a forma melhor ou a mais sustentável de dar de comer aos nossos filhos, por hoje vamos escolher o biberão (com papa) para o jantar.

Não queremos saber se o horário do Tummy Time não foi cumprido, por hoje vamos só deleitar-nos com as gargalhadas que conseguimos arrancar do cucu-cucu enquanto o bebé está na espreguiçadeira.

Não queremos saber de horários de deitar, nem de Power Naps, nem de higienes do sono, por hoje vamos ver a nossa série preferida com aquela botija humana aninhada no nosso peito.

Não queremos saber se estamos a repetir o almoço que enviámos para a creche. Vai a mesma sopa de sempre!

Não queremos saber se não temos o quarto Montessori, os brinquedos de madeira ou o tapete sensorial que todos recomendam, hoje vamos deixá-los brincar com o comando da televisão (e perdê-lo).

Vamos aproveitar a energia que nos vai sobrar para mesmo no caos e no cansaço da maternidade aproveitarmos aquela gargalhada, aquele abraço e até aquela birra que chateia mas que, na verdade, nos faz sorrir por dentro. Vamos apanhar um bocadinho deste sol e lembrar-nos que o mundo continua a girar e que amanhã (ou depois) podemos voltar a ouvir os conselhos dos outros.


Querida Ana,

Assino por baixo.

Aliás, basta perceber o esforço que os avós têm de fazer para entender metade dos termos e conceitos com que os recém-pais são bombardeados — BLW, Tummy Time, Power Naps, e outros do género — para ter a certeza absoluta de que tanto eles como os seus bebés precisam é de paz e sossego.

De uma mãe de quatro filhos, e uma avó de 12 netos para lhes dizer: tirem lá férias dessa ditadura e divirtam-se.


O Birras de Mãe, uma avó/mãe (e também sogra) e uma mãe/filha, logo de quatro filhos, separadas pela quarentena, começaram a escrever-se diariamente, para falar dos medos, irritações, perplexidade, raivas, mal-entendidos, mas também da sensação de perfeita comunhão que — ocasionalmente! — as invade. E, passado o confinamento, perceberam que não queriam perder este canal de comunicação, na esperança de que quem as leia, mãe ou avó, sinta que é de si que falam. As autoras escrevem segundo o Acordo Ortográfico de 1990

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