Não teve vida de cão, bem longe disso, até porque era um gato. Mas também, e sobretudo, porque conviveu com os grandes deste mundo, estes em forma de humanos, ainda que por vezes o não pareçam. Num convívio nem sempre fácil com os seus colegas de ofício, envolveu-se numa briga acesa com um seu superior hierárquico, o gato do primeiro-ministro, com danos para ambas as partes e, decerto, custos inominados para as relações entre o n.º 10 de Downing Street, por um lado, e o Foreign Office de Whitehall, por outro. Desconhecem-se as sequelas desse conflito felino-institucional, sabendo-se tão-somente que o mesmo deixou mazelas e fundas nos dois departamentos citados, com o gato dos Negócios Estrangeiros a sofrer escoriações ligeiras numa das suas orelhas e o do primeiro-ministro a perder a coleira que ostentava ao pescoço.
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