Paroles… Paroles…

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E não é que acabou mesmo?! E se me cito não é por vaidade — esse pecado capital —, nem por qualquer réstia de esperança em vir a ser convidada para comentadora televisiva. Desde logo, porque não me candidatei à Presidência da República e perdi como Cotrim. Depois, porque a fotogenia não é o meu forte, apesar de uma boa maquilhagem poder fazer milagres. Há uns anos, um amigo, aconselhando-me a concorrer a um cargo de chefia, arrematava a sugestão, acrescentando: “Tinhas só de passar a ir ao cabeleireiro e a coisa estava feita!” Era um homem do mundo! Se nada posso garantir quanto à estratégia capilar, conheço bem quem tenha atingido tais pináculos, por exemplo, por saber falar alemão, língua que, como toda a gente sabe, tanto é falada por estúpidos como por inteligentes, possibilidade partilhada por todo e qualquer idioma.

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