Paul Thomas Anderson soma mais uma vitória a caminho dos Óscares

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“Será que é mesmo desta?”. Isso perguntará a si mesmo Paul Thomas Anderson, depois do que aconteceu este sábado em Beverly Hills. O realizador, com Batalha Atrás de Batalha, ganhou o prémio principal na cerimónia da Director’s Guild of America (DGA). Ou seja, o realizador foi distinguido pelos seus pares. Melhor que isso, na perspectiva do realizador, o facto de a DGA sinalizar habitualmente quem, um mês depois, sai vencedor nos Óscares.

Com catorze nomeações ao longo da carreira, mas ainda sem nenhuma estatueta em casa, Paul Thomas Anderson poderá estar próximo de se estrear como vencedor numa categoria dos Óscares, cuja 98.ª cerimónia, a de 2026, tem lugar no próximo dia 15 de Março. Para isso apontam as probabilidades da história. Como nota a Associated Press, nos últimos dez anos, nove dos vencedores na DGA tiveram a mesma distinção nos Óscares. Mais: ao longo das suas 78 edições, apenas por oito vezes falhou a DGA esse papel premonitório.

Desde que foram conhecidas as nomeações para os Óscares, iniciou-se um duelo particular entre Paul Thomas Anderson e Bryan Coogler, realizador de Pecadores, alimentado pelo número de nomeações recolhidas pelos filmes. Pecadores, tocado pelo imaginário do fantástico, com vampiros à solta no Mississípi segregado dos anos 1930, somou 16 nomeações e bateu o recorde anterior, de 14, partilhado por Titanic, de James Cameron (1997), Eva, de Joseph Mankiewicz (1950), e La La Land, de Damien Chazelle (2016). Batalha Atrás de Batalha ficou pouco atrás, com 13, mas o que aconteceu depois das nomeações faz a bolsa de apostas pender para o lado do realizador de Boogie Nights, Magnolia e Haverá Sangue.

O filme protagonizado por Leonardo di Caprio e Sean Penn, metáfora para uma América irremediavelmente dividida atravessada por uma amálgama de géneros, sob a lente dos movie brats da década de 1970, vem saindo vitorioso nos prémios mais relevantes na antecâmara dos Óscares. Foi Melhor Filme nos Gotham Awards, nos Critics Choice Awards e nos Globos de Ouro. E saiu por cima nas nomeações para os BAFTA, os prémios da Academia Britânica de Cinema e Televisão. Foi o filme com mais nomeações, 14, superando as 13 de Pecadores.

Quanto à DGA, podemos encará-la como simulação bastante aproximada do que será a noite dos Óscares, no que à categoria de Melhor Realizador diz respeito, dado que os nomeados coincidem quase na totalidade. Além de Paul Thomas Anderson e de Bryan Coogler, concorriam Josh Safdie (Mart Supreme), Chloé Zao (Hamnet) e Guillermo del Toro (Frankenstein). Com excepção deste último, são esses os nomeados para os Óscares – Joachim Trier (Valor Sentimental) surge no lugar de del Toro.

Na cerimónia, apresentada pelo comediante americano-paquistanês Kuamil Nanjiani, foram também distinguidos Charlie Polinger, por The Plague (Primeira Realização), Mstyslav Chernov, por 2000 Meters to Andriivka (Melhor Documentário) e Seth Rogen e Evan Goldberg, por The Studio (Melhor Série Cómica).

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