Penny é o melhor cão do mundo — pelo menos para o júri do Westminster Kennel Club

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Uma doberman pinscher chamada Penny foi distinguida com o prémio de best in show na Exposição Canina do Westminster Kennel Club, tornando-se o quinto exemplar da raça a conquistar o título máximo.

“Não se pode atribuir a uma única coisa, mas ela é o melhor doberman que alguma vez vi”, afirmou o seu tratador, Andy Linton, que já tinha vencido o prémio há 37 anos e esperava uma segunda vitória, acrescentando: “Tinha alguns objectivos, e este era um deles.”

Penny, de quatro anos — que tinha vencido o grupo de trabalho no início da noite — competiu na ronda final contra Zaida, um galgo afegão; Cookie, um maltês; JJ, um lhasa apso; Cota, um retriever da Baía de Chesapeake; Wager, um fox terrier de pêlo liso; e Graham, um old English sheepdog. Nenhum dos cães seleccionados tinha anteriormente chegado à fase de best in show.

A última vez que um doberman venceu o título principal foi em 1989, quando Linton ganhou com Indy.

“Muitas vezes dizem: ‘Que alinhamento extraordinário’”, afirmou o juiz do best in show, David Fitzpatrick, antes de anunciar o vencedor. “Mas este ficará para a história.” O segundo lugar, designado no jargão de Westminster como reserve best in show, foi atribuído ao retriever da Baía de Chesapeake, conhecido como a raça made in America.

À medida que cada um dos finalistas regressava ao ringue para avaliação, o Madison Square Garden iluminou-se de roxo. Pouco antes de vencer o grande prémio, Penny — ou “monkey”, como os donos lhe chamam — galopou pela arena, enquanto os locutores elogiavam a sua “postura perfeita” e o pescoço arqueado. “Ela é uma cadela maravilhosa, é amigável”, disse Linton na conferência de imprensa após a vitória de Penny. “Qualquer um de vocês podia aproximar-se aqui e ela tentaria que lhe fizessem festas, mas, se fossem ladrões, não entrariam na nossa casa. Portanto, ela tem o carácter que um doberman deve ter.”

A avaliação decorreu no Madison Square Garden, a casa histórica da competição, que celebrou o seu 150.º aniversário. A primeira edição de Westminster contou com cerca de 1200 cães de 35 raças; a exposição desta semana reuniu 2500 cães de 212 raças e variedades.

“O objectivo de todos os que viram esta semana agarrados a uma trela é ganhar isto”, afirmou Linton. “Este é o nosso Super Bowl. Esta é a nossa final da NBA.”

O título de best in show foi criado em 1907 e atribuído pela primeira vez a um fox terrier de pêlo liso; com 15 troféus, os wire fox terriers são a raça que mais vezes venceu o prémio. Este ano, o Danish-Swedish Farmdog juntou-se à exposição como a 202.ª raça elegível, representada por uma pequena cadela castanha e branca chamada Millie.

Fitzpatrick, tratador de pequinês de profissão, avaliou os animais com base nos padrões de raça do American Kennel Club, o guia da organização que define a forma, o movimento e o comportamento ideais de cada raça. Para reduzir os milhares de cães aos finalistas, outros juízes analisaram sete grupos específicos, como o grupo dos terriers, dos cães desportivos, dos hounds, dos toy, dos cães de trabalho e dos não-desportivos.

A competição de segunda-feira à noite incluiu uma apresentação de “lendas de Westminster”, finalistas e vencedores que se tornaram favoritos do público ao longo dos anos, entre os quais Striker, o samoyed (campeão do grupo de trabalho em 2021 e 2022), Daniel, o golden retriever (vencedor do grupo desportivo em 2020), e Louis, o galgo afegão (campeão do grupo hound em 2024). Monty, o schnauzer gigante que venceu a competição no ano passado, também deu uma volta comemorativa ao ringue.

No sábado, os cães competiram em provas de agilidade, uma corrida de estafetas canina de ritmo acelerado. Durante uma pausa publicitária na transmissão de terça-feira, o público presente no MSG assistiu a uma actuação de Christian e Scooby, um duo acrobata formado por um humano e um chihuahua famoso no Instagram.

Westminster prestou ainda homenagem à actriz Catherine O’Hara, que morreu na semana passada. O’Hara interpretou a dona de um norwich terrier, Cookie Fleck, no filme de 2000 de Christopher Guest, Best in Show, que satiriza de forma subtil a cultura das exposições caninas.

“Quando o vi pela primeira vez, senti-me profundamente insultado. Pensei: ‘Meu Deus, estão a gozar connosco’”, disse Fitzpatrick numa entrevista à Town & Country. “E depois, à segunda, terceira, quarta e quinta vez, ri-me descontroladamente e pensei: sim, somos mesmo nós.”

Exclusivo PÚBLICO/Washington Post

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