Petróleo Brent volta a superar 111 dólares e diesel quase duplica de preço

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De ameaça em ameaça, o preço do petróleo sofre novo aumento de preços. As últimas declarações de Donald Trump, o Presidente norte-americano, de que “o país inteiro pode ser derrubado numa noite e essa noite pode ser amanhã”, prazo que está a terminar, criou nova pressão nos mercados, com destaque para a cotação do petróleo. E desta vez, o que está a subir mais é o West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos da América.

O WTI, no arranque desta terça-feira, chegou a negociar acima dos 115 dólares por barril, o valor mais elevado desde o início do conflito no Médio Oriente, recuando depois para 112 dólares.

Mas é a cotação do Brent que mais afecta os europeus, e este segue a negociar em torno dos 108 dólares, depois de ter ultrapassado os 111 dólares por barril.

A ofensiva militar desencadeada pelos Estados Unidos e Israel sobre o Irão, no final de Fevereiro, tem tido forte impacto nos preços do petróleo, mas também em outros produtos derivados, quer pelo impacto do conflito na produção e na refinação, quer pelas dificuldades de transporte, nomeadamente devido ao encerramento do estreito de Ormuz.

Exemplo dessas limitações, o diesel já quase duplicou de valor, superando o da gasolina, uma escalada com consequências para toda a economia, como avança o Jornal de Negócios na edição desta terça-feira.

Os contratos ICE ARA Gasoil, referência de preços para todas as negociações de combustíveis na Europa, “atingiram os 1498 dólares por tonelada, ou mais de 200 dólares por barril, acumulando uma subida de 98% face ao início da guerra no Médio Oriente, avança a mesma fonte.

“A Europa tem uma capacidade de refinação limitada e nem todas as refinarias estão optimizadas para produzir grandes quantidades de gasóleo. Assim, qualquer ameaça às rotas de navegação (como o estreito de Ormuz) ou aos pólos de refinação (como o golfo Pérsico) afecta desproporcionalmente o preço do gasóleo”, indica Emily Ashford, especialista do Standard Chartered Bank, citada pelo jornal.

Apesar da escalada de preços, a Galp está a reforçar os stocks, não antecipando, neste momento, ruptura de stocks, avança ainda o Jornal de Negócios.

“Embora o contexto internacional permaneça volátil e deva ser monitorizado atentamente, a Galp não antecipa uma situação de indisponibilidade de produtos refinados no mercado português”, afirma fonte oficial da empresa, citada pelo diário.

Entre as medidas tomadas destaca-se a limitação da exportação de cargas de gasóleo, “com o objectivo de reforçar stocks no mercado nacional.

Os mercados accionistas europeus, incluindo o de Lisboa, seguem com ganhos próximos de 1%.

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