Os ecrãs das bolsas internacionais reacenderam-se nesta segunda-feira numa expectável sintonia de cor: tudo pintado a pessimismo. O preço do petróleo do ouro são dos poucos indicadores em alta nos mercados internacionais, com os contratos futuros do barril de Brent, crude do mar do Norte que serve de referência ao mercado português, a subir 9% em negociações para entrega futura, para 80 dólares.
O cenário global nesta segunda-feira de manhã é aquele que os analistas anteviam desde a intervenção militar de EUA e Israel no Irão. Nas bolsas mundiais, tudo o que são acções de empresas de aeronáutica e aviação, hotelaria ou turismo tornaram-se tóxicas e assistem à venda desenfreada dos títulos por parte de quem não arrisca ter agora o seu capital nesses sectores.
As bolsas asiáticas foram as primeiras a reabrir (e a fechar) depois do início da guerra no sábado. Em Tóquio, o principal índice Nikkei perdeu 1,35%. Em Hong Kong, a variação negativa foi ainda mais expressiva, de 2,14%.
Na segunda vaga de reaberturas, as praças europeias demonstraram o mesmo padrão de comportamento. O índice pan-europeu Eurostoxx perdia 1,74% (às 9h de Lisboa). Londres, Paris, Frankfurt e Madrid tinham, na mesma altura, os seus principais índices a recuar 1%, 1,9%, 2% e quase 2,9%, respectivamente. Na bolsa de Lisboa, o PSI perde 1,1%.
Apesar de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Aragchi, ter garantido, numa entrevista à Al Jazeera no domingo, que não há a intenção de encerrar ou condicionar o tráfego de petróleo no estreito de Ormuz, o preço desta matéria-prima já registou subidas de até 13%, nesta segunda-feira, de acordo com dados recolhidos pela agência Reuters.
Cerca de 20% da produção mundial de petróleo passa, todos os dias, pelo estreito de Ormuz, ao largo do Irão. Neste momento, há centenas de navios parados naquela região, depois de três terem sido atacados desde sábado.
O Irão respondeu à Operação Fúria Épica bombardeando bases militares dos EUA em países vizinhos no Médio Oriente.
Face à escalada, grandes empresas de transporte marítimo mundial (como a Hapag lloyd e a CMA CGM) anunciaram a suspensão da utilização do estreito de Ormuz, onde, segundo a Skytek, fornecedora de serviços de informação para o sector dos seguros marítimos, se encontravam ontem mais de 450 petroleiros e navios de gás, 100 navios porta-contentores e 200 navios de transporte de minérios, carvão, cereais e fertilizantes.
O estreito também é fundamental para o transporte de gás natural liquefeito, um dos principais produtos do Qatar, que também viu mísseis iranianos caírem no seu território. Em reacção, preço do gás europeus negoceiam com uma valorização de 24% esta manhã.
Valor de refúgio histórico em tempos de incerteza, o ouro segue esta manhã com um ganho de 1,6%, para 5362 dólares a onça.
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