Petróleo recua, gás mais caro no meio de dúvidas sobre o futuro de Ormuz

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E para variar, uma segunda-feira em que o preço do barril continua acima dos 100 dólares, mas mais barato do que na sexta-feira. Depois de fechar na semana passada acima dos 103 dólares e de reabrir esta segunda-feira nos 105 dólares, o preço do barril de Brent, que serve de referência à Europa, terminou o dia na praça de Londres a recuar 2,49%, para 100,6 dólares.

A falta de um entendimento sobre uma solução para o bloqueio no estreito de Ormuz, importante passagem marítima para 20% do petróleo mundial (sobretudo para a Ásia), mantém uma elevada incerteza nos mercados, que terão no entanto acalmado depois de uma responsável da Agência Internacional de Energia (AIE) ter admitido libertar mais barris de petróleo da reserva estratégica mundial, “se e quando for necessário”.

Fatih Birol, director executivo da agência, disse numa mensagem vídeo citada pela agência Reuters, que a reserva mundial ainda dispõe de 1400 milhões de barris de petróleo, mesmo depois da libertação de 400 milhões de barris, na semana passada.

“Essa acção rápida da AIE acalmou os mercados. Os preços são hoje significativamente mais baixos do que há uma semana”, sustentou o mesmo responsável.

A Ásia é o principal “cliente” dos petroleiros que navegam pelo estreito de Ormuz. O Japão, por exemplo, compra naquela região 95% do petróleo que importa e 70% dessa quantidade costumava atravessar o estreito que liga o Golfo Pérsico ao de Omã e ao oceano Índico. A China é outro importante cliente. Toda a região foi tomada por uma maré vermelha nas bolsas, contrariando o sinal positivo na Europa, onde os principais índices bolsistas inverteram perdas da manhã e fecharam a subir face à cotação de abertura.

Donald Trump pediu, durante o fim-de-semana, apoio de aliados para um desbloqueio do estreito, ameaçando azedar as relações com os outros países membros da NATO, caso não prestem ajuda aos EUA. A representante europeia para a política externa, Kaja Kallas, disse que os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia demonstraram uma “vontade clara” de reforçar a operação naval Aspides (no Mar Vermelho), mas, “por agora”, “sem qualquer apetite” em estender o mandato ao estreito de Ormuz.

Nos preços do gás, sucede o mesmo. A cotação do Dutch TTF, que serve de referência a Portugal, subia 1,54%, para quase 51 euros por MWh, no final do dia.

O preço do ouro desceu, nesta segunda-feira, com uma desvalorização de 0,2%, para os 5000 dólares.

No mercado português de combustíveis, esta segunda-feira marca a entrada em vigor de novos preços em muitos dos postos de abastecimento de combustível que actualizam o preço no arranque da semana.

Tal como o PÚBLICO noticiou há três dias, devido à cotação em alta do barril de petróleo desde o início da guerra no Irão, o litro de gasóleo e gasolina deve aumentar esta semana cerca de dez cêntimos, um aumento minimizado pelo desconto temporário e extraordinário que o Governo português decidiu aplicar no ISP, de modo a devolver aos condutores o acréscimo de IVA que o Estado encaixa devido à subida constante do preço por litro na rede comercial.

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