A cotação do petróleo Brent, referência para a Europa, terminou a semana a 112,57 dólares o barril, o valor mais elevado desde Julho de 2022. Trata-se de uma escalada de 55%, acumulada no primeiro mês após o ataque dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel ao Irão, que já provocou danos em muitas infra-estruturas de petróleo e gás natural na região e encerrou praticamente a circulação de navios no estreito de Ormuz.
O valor desta sexta-feira, referente ao contrato de futuros para entrega em Maio, nem sequer é o valor mais alto registado durante o conflito, tendo em conta que já chegou a negociar muito perto dos 120 dólares por barril.
Do outro lado do Atlântico, o crude do Mar do Norte, de referência para os EUA, fechou a semana acima dos 108,01 dólares por barril, uma subida próxima dos 50%, e igualmente máximo desde meados de 2022, altura em que os preços desta matéria-prima dispararam com a guerra na Ucrânia.
Um salto ainda maior foi registado nos preços do gás natural, que subiu mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h), e este não foi o valor mais elevado registado durante o primeiro mês do conflito.
Em sentido contrário, os mercados bolsistas que estavam a registar fortes subidas, em alguns casos máximos históricos, têm acumulado perdas no último mês, a aguardar sinais do fim do conflito no Médio Oriente.
Para além da destruição de infra-estruturas de produção de petróleo e gás, no Irão e países vizinhos, com destaque para o campo de gás do Catar, que demorarão alguns anos a recuperar, a incerteza quanto à duração do conflito, e o consequente bloqueio do canal por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, explicam a escalada dos preços destas matérias-primas.
O novo prolongamento do prazo dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para o Irão reabrir a circulação no estreito de Ormuz, agora até 6 de Abril, demonstra a resistência das autoridades iranianas, e agrava o corte de abastecimento de muitos outros produtos. Incluindo fertilizantes, com forte impacto na agricultura mundial.
A escalada dos preços da energia começa a inflacionar outros produtos, o que pode obrigar os bancos centrais a tomar medidas para travar a inflação.
No caso da Europa, como o crescimento económico é modesto, pode ainda existir o risco de estagflação (inflação alta, estagnação económica e crescimento do desemprego).
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