Polícia do Canadá identifica suspeita de matar nove pessoas em ataque a escola

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As autoridades canadianas revelaram, esta quarta-feira, mais informação sobre a suspeita que levou a cabo um dos maiores ataques armados dentro de uma escola do país – matando nove pessoas, incluindo uma professora e cinco estudantes.

A polícia diz que a suspeita é Jesse Van Rootselaar, cujo corpo foi encontrado no local do ataque, uma escola secundária de uma pequena cidade no Nordeste da província canadiana da Colúmbia Britânica, Tumbler Ridge. Teria 18 anos e estaria fora do sistema de educação há cerca de quatro anos.

Num primeiro momento, as autoridades enviaram uma mensagem para os telemóveis dos residentes de Tumbler Ridge​ onde descreviam a atacante como uma pessoa do género feminino, de vestido e “de cabelo castanho”. Agora, questionado pela forma como a suspeita foi inicialmente identificada, Dwayne McDonald, o vice-comissário da Polícia Montada Real Canadiana (RCMP), esclarece que se “identificam as pessoas da forma que elas escolhem ser identificadas” em público e nas redes sociais.

“Posso dizer que Jesse nasceu com o sexo masculino biológico e que, há aproximadamente seis anos, começou a transição” e que, neste momento, se “identificava como mulher, tanto socialmente como publicamente”.

Ainda de acordo com a polícia, terá chegado à escola na tarde de terça-feira armada com uma caçadeira e uma pistola modificada, abrindo fogo sobre os estudantes e matando uma professora e cinco alunos, com idades entre os 12 e 13 anos. A polícia chegou apenas alguns minutos depois de ser dado o alerta e terão encontrado logo os corpos.

Soube-se, também, que a mãe e o meio-irmão de 11 anos de Van Rootselaar foram encontrados mortos na casa de família, com ferimentos de bala que indicam que morreram antes do ataque à escola.

Recusando avançar, por enquanto, com qualquer motivação para o ataque, as autoridades dizem apenas que Van Rootselaar não deixou nenhuma carta ou documento que explicasse o porquê. No entanto, avançou Dwayne McDonald, a suspeita tinha problemas de saúde mental que já tinham motivado várias visitas da polícia à casa da família ao longo dos últimos anos.

Numa das últimas vezes que foi chamada, a polícia encontrou armas que apreendeu e devolveu, mais tarde, ao dono legítimo. A última vez que a polícia foi chamada aconteceu na última Primavera por “questões de saúde mental e automutilação”.

Não há informação que permita dizer que Van Rootselaar sofreu de bullying na escola pela sua identidade de género ou por outro motivo.

O número de vítimas foi, entretanto, revisto em baixa: na terça-feira falava-se de dez mortos, mas, esta quarta-feira, contam-se apenas nove. De acordo com McDonald, uma pessoa que inicialmente foi dada como morta sobreviveu, mas continua no hospital em estado grave.

Há pelo menos mais duas pessoas hospitalizadas em estado grave e 25 com ferimentos que não são considerados fatais.

Ao longo de quarta-feira, em todo o território do Canadá, as bandeiras estiveram a meia-haste e, esta quinta-feira, assinala-se um dia de luto nacional. No local, várias pessoas quiseram juntar-se em homenagem às vítimas.

No Parlamento, houve um momento de silêncio pelas vítimas. Aos deputados da Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro Mark Carney lembrou que Tumbler Ridge é “uma das cidades mais jovens da grande província da Colúmbia Britânica” escavada “na natureza, nos anos 1980, e construída sobre a promessa de uma economia de recursos e pela determinação dos seus residentes”. “É uma cidade de mineiros, professores, trabalhadores da construção, famílias que construíram as suas vidas ali e pessoas que sempre se apoiaram umas às outras.”

Antes disso, garantiu aos jornalistas, com os olhos marejados em lágrimas, que iriam “ultrapassar isto”. “Mas neste momento é altura de nos juntarmos, como os canadianos fazem nessas situações.”

O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, chamou ao ataque uma “tragédia inimaginável” que faz com que queiras “abraçar os teus filhos com um bocadinho mais de força”.

Os assassinatos em massa são raros no Canadá, mas este é o segundo na Colúmbia Britânica em menos de um ano. Em Abril de 2025, onze pessoas foram mortas em Vancouver por um homem, com problemas psiquiátricos, que atropelou com um camião uma multidão que celebrava um festival cultural filipino.

As regras de posse de armas no Canadá são estritas, com uma licença obrigatória de porte de arma e alguns tipos de armas – como pistolas – com uma licença especial emitida pela polícia.

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