Portugal perde com Espanha e falha conquista do “tri” Europeu de futsal

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Portugal falhou este sábado a conquista do tricampeonato da Europa ao perder com a Espanha (3-5) na final de Ljubljana, onde em 2018 começou uma nova era. Desta vez, os espanhóis foram superiores, quebrando um jejum de dez anos para garantir o oitavo título europeu em 13 edições.

Portugal entrou decidido, contundente no ataque, inclusive com um remate do guarda-redes Bernardo Paçó a falhar por pouco o alvo. Mas a Espanha suportou esse primeiro impacto e, em dois remates, fez dois golos por Antonio Pérez (2′) e José Raya (3′), conseguindo uma excelente vantagem ainda antes de esgotados os 3 minutos de jogo.

Um início alucinante, mas em que Portugal hipotecava boa parte das probabilidades de revalidar o título. A equipa de Jorge Braz estava no fio da navalha, simultaneamente obrigado a um jogo de segurança máxima e a ter que arriscar tudo para desmontar o bloco espanhol.

Tarefa que os bicampeões executaram na perfeição, precisando apenas de quatro minutos para anularem a vantagem espanhola com golos de Afonso Jesus (5′) e Rúben Góis (7′).

A final prometia uma avalanche de emoções e golos, com Portugal a revelar excepcional capacidade para reagir a qualquer adversidade. De resto, algo que já demonstrara em momentos importantes, recuperando igualmente de uma desvantagem de dois golos frente a Espanha nos quartos-de-final do Campeonato do Mundo de 2021e na meia-final do Europeu de 2022, tendo vencido das duas vezes.

Faltava, contudo, puxar dos galões e virar o resultado. Etapa exigente, como se percebeu na sequência de sucessivas tentativas lusas que a Espanha foi resolvendo com maior ou menor dificuldade, mas sem disfarçar as dificuldades para impor a sua proposta de jogo, sempre muito condicionada pela permanente e intensa pressão portuguesa.

Dessa capacidade para forçar o erro e recuperar a bola logo na saída de bola de Espanha, resultaram uma série de lances com potencial para garantir o desejado golo, mas que por razões insondáveis não aparecia.

Na verdade, nesse período não houve registo de intervenções decisivas dos guarda-redes, o que confirmava uma tendência para reduzir o ritmo e priorizar a segurança, reservando o melhor para a segunda parte.

Mesmo assim, num erro (sem rede), Portugal ofereceu a melhor ocasião da segunda metade do primeiro tempo ao adversário, mas que Pablo Ramírez (19′) não aproveitou, tendo necessitado de uma segunda oportunidade, num livre de dez metros convertido por Antonio Pérez (20′), para levar os espanhóis em vantagem (2-3) para intervalo.

Edu ainda defendeu o remate de Pérez, mas a bola acabou por entrar junto ao poste, traindo o esforço do guarda-redes.

O regresso exigia de Portugal uma entrada incisiva, capaz de traduzir com maior precisão os números e estatísticas do que na primeira parte. Mas o arranque voltou a levantar dúvidas e questões que Portugal precisava atender.

Felizmente para os bicampeões, a Espanha não marcou numa hesitação de Bruno Coelho perto da baliza, com a bola a rondar mas a falhar caprichosamente o alvo. As sensações não eram as melhores, com Portugal a explorar o adiantamento do guarda-redes e a Espanha a ficar, de novo, perto do golo.

Valeram os reflexos de Paçó e o poste, em perfeita sintonia, a negarem o 2-4 a Adolfo Fernández. Espanha haveria de voltar à carga e Paçó a frustrar as ambições dos heptacampeões europeus que procuravam regressar aos títulos após seca de dez anos.

Portugal revelava cada vez mais dificuldades em condicionar o jogo adversário através da pressão, mas acabou por contar com a conivência de Cortés, a errar um passe e a permitir que Pauleta igualasse (30′) a final.

Voltava a ficar perto de poder repetir o desfecho da final de 2018, ainda que Espanha revelasse um absoluto inconformismo, plasmado em mais um bom par de finalizações que poderiam recolocar a Roja no comando do marcador.

Tendência que se acentuou, com Paçó e o poste sempre em destaque. Mas não o suficiente para impedir o terceiro golo de Antonio Pérez e quarto dos espanhóis, que ficavam a menos de cinco minutos de destronarem os portugueses.

Na verdade, Portugal parecia não encontrar mais reservas ou força para virar um jogo em que nunca esteve em vantagem, em que contou com a inspiração do guarda-redes e com a cumplicidade dos ferros, “argumentos” insuficientes para conseguir o tão desejado “tri”.

No fim, no tudo por tudo, com Portugal sem guarda-redes, a Espanha ainda chegou ao quinto golo, por Adolfo Fernández (40′) a cinco segundos do fim.

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