Os preços do petróleo voltaram a disparar durante esta quarta-feira, depois de terem amanhecido com uma evolução mais estável. As notícias ligadas à guerra no Médio Oriente, desde notícias sobre a libertação de reservas da matéria-prima até a novos ataques a embarcações no estreito de Ormuz, estão a ditar o desempenho.
Os preços dos contratos de Brent do Mar do Norte, referência para as importações feitas por Portugal, estão a somar perto de 5%, superando os 92 dólares por barril. O crude WTI está a valorizar mais de 5%, com o barril a aproximar-se dos 88 dólares, pelas 12h45.
São aumentos que se seguem ao intenso deslize vivido na terça-feira, e que segue à boleia do que se passa no Médio Oriente.
Esta quarta-feira, foi notícia que a Agência Internacional de Energia iria propor a libertação extraordinária de reservas estratégicas de petróleo a uma escala inédita, superando inclusive o que aconteceu em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O Wall Street Journal adianta que a libertação de 400 milhões de barris iria mais do que duplicar a última libertação de reservas. Os países da agência deverão decidir-se esta quarta-feira sobre a iniciativa. Os G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido) mostraram-se já favoráveis.
De forma independente, o Japão também deverá libertar, até à próxima semana, reservas da matéria-prima, de acordo com informação transmitida pelo seu primeiro-ministro.
Porém, este possível aumento de petróleo disponível no mercado não está a conter a subida de preços, tendo em conta os receios sobre a oferta. O tráfego marítimo no estreito de Ormuz, com os ataques a embarcações que se vão registando, continua a trazer receios para o mercado, tendo em conta que um quinto do fornecimento global de petróleo passa por ali.
Entretanto, a agência Reuters noticiou que o porta-voz do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, digiriu-se aos Estados Unidos dizendo que devem estar preparados para que o barril de petróleo mais do que duplique de preços: “Preparam-se para petróleo nos 200 dólares por barril, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês destabilizaram”, declarou.
O disparo que os preços do petróleo estão a registar desde o ataque dos EUA e Israel ao Irão já está a encarecer os preços de combustíveis em Portugal, tendo o gasóleo nos postos de abastecimento verificado o maior agravamento de sempre (e muito parcialmente compensado por um desconto fiscal). A duração do conflito é apontada pelos especialistas como determinante para a evolução dos preços (o BNP Paribas, por exemplo, calcula que o prolongamento poderá levar acima dos 130 dólares por barril), bem como para eventuais acções de bancos centrais para combater a inflação. A inflação na maior economia do mundo manteve-se, em Fevereiro, nos 2,4%, foi divulgado esta quarta-feira.
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