Prejuízos das intempéries no concelho de Vila Franca de Xira chegam aos 15 milhões

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Os onze dias de tempestades consecutivas geraram prejuízos de pelo menos 15 milhões de euros em infra-estruturas públicas e privadas do concelho de Vila Franca de Xira, de acordo com um levantamento preliminar apresentado, na tarde desta segunda-feira, pelo presidente da Câmara vila-franquense. Fernando Paulo Ferreira realçou, sobretudo, os problemas de deslizamentos e de estradas cortadas, de escolas danificadas e das oito famílias retiradas da localidade de Calhandriz, pela situação de risco em que ficaram as suas habitações.

De acordo com o autarca do PS, os serviços camarários, da protecção civil, dos bombeiros e das forças de segurança foram chamados a responder a 483 ocorrências e estiveram envolvidos nas operações de socorro cerca de 1500 operacionais e 277 viaturas. Houve, também, dezenas de situações de queda de árvores e de estruturas. “Activámos o Plano Municipal de Emergência no dia 5, que foi o dia de maior risco de cheias. Encerrámos escolas e caminhos ribeirinhos e retirámos maquinaria dos campos da Lezíria. Felizmente as cheias do Tejo aconteceram mais a Norte e os diques da nossa região aguentaram a pressão sem grandes danos”, vincou Fernando Paulo Ferreira, sublinhando que foram criadas duas zonas de concentração, onde foram acolhidas temporariamente 33 pessoas retiradas preventivamente de zonas de risco, sobretudo na Vala do Carregado. “Fruto de deslizamentos de terras ficou isolada uma parte da localidade da Calhandriz”, referiu o edil, frisando que a falta de condições de acesso e de segurança levou à retirada preventiva de oito famílias.

“O tempo deu-nos algumas tréguas e continuamos no terreno a limpar, a tapar buracos nas estradas, a reforçar taludes. Para já, o levantamento que temos aponta para prejuízos à volta de 15 milhões de euros no nosso concelho. Tal número dá bem conta da dimensão do que vivemos nos últimos dias. Estamos, juntamente com os restantes presidentes de Câmara da Área Metropolitana de Lisboa, a ver junto do Governo a possibilidade de um apoio suplementar que nos permita realizar obras necessárias nas infra-estruturas e equipamentos que tragam a normalidade às nossas terras”, explicou o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, considerando que estes dias permitiram também “verificar a incapacidade de meios de algumas entidades nacionais, como seja a E-Redes, mas também a Infra-Estruturas de Portugal, que foram convocadas para tantas intervenções ao longo do País, mas cuja intervenção nem sempre foi imediata, o que nos obrigou a tomar algumas medidas urgentes por nossa iniciativa”, observou Fernando Paulo Ferreira, referindo que a Câmara já está a reparar o troço da Estrada Nacional 248-3 (São João dos Montes) onde um abatimento do solo obrigou a reduzir a circulação apenas a uma faixa da estrada.

David Pato Ferreira, vereador da Nova Geração (PSD/IL), anunciou, entretanto, que a coligação que representa estará disponível para mudar o seu sentido de voto relativamente às propostas de plano e orçamento, que vão ser ainda discutidas na Assembleia Municipal (dia 18), para que o executivo camarário tenha condições financeiras para enfrentar esta situação. Na Câmara foi preciso o voto de qualidade do presidente para que estas propostas fossem aprovadas. Na Assembleia Municipal, onde o a maioria PS tem apenas 14 eleitos num universo de 39 deputados municipais, a coligação Nova Geração (oito eleitos) estará, assim, disponível para passar da abstenção para o voto favorável, assegurando a viabilização destes documentos.

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