
O combate ao populismo, à política de ressentimento e à política de narrativas e meias verdades, só pode ser ganha pela percepção de que o país está bem entregue, em bom rumo e com perspectiva de prosperar. Não é apenas a minha desassossegada costela reformista liberal a falar: o Governo e as diversas camadas de poder têm de fazer bem o que tem de ser feito. E o novo Presidente da República, com um perfil moderado e sereno, poderá contribuir para escrutínio e para o equilíbrio e foco no que é importante.
Passadas as eleições, e agora?
Quanto ao PS, uma lufada de ar fresco a tentar uma fénix a renascer das cinzas. A procura de reabilitação via Belém será inevitável.
Não concordo com o denegrir dos resultados do Chega, que se começa a ouvir, mas há uma leitura importante: o facto de serem as eleições ideais, com todo o espaço da direita para si, faz pensar que estará perto da sua “fronteira de possibilidade de votação”. E a luta sobre “quem lidera a direita” vai ser uma discussão espúria: “amanhã”, no Parlamento, as forças continuarão iguais.
Para o futuro próximo? O PSD devia ser capaz de se impor. É Governo (mesmo que minoritário), tem as autarquias e é líder das duas regiões autónomas. Se não concretizarem os seus mandatos, será culpa deles próprios.
A ideia essencial que todos deviam ter nos seus mandatos é que, no privilégio de servir, não se deve perder um dia, há que fazer o que tem de ser feito. E é esse o verdadeiro combate às campanhas populistas e às narrativas criadas nas bolhas digitais. Ao novo Presidente eleito, ao Governo, e ao poder local (muitos com desafios redobrados): fazer as reformas necessárias, algumas urgentes; políticas com resultados concretos; confiança nas pessoas e ser fator de confiança e ter visão de futuro. Antecipando algum tempo sem eleições, foquemo-nos.
A autora é colunista do PÚBLICO e escreve segundo o acordo ortográfico de 1990
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