Primeiras impressões com os óculos da Samsung que querem bater os Apple Vision Pro

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Barcelona serviu de palco para aquela que é, sem dúvida, uma das demonstrações mais aguardadas do Mobile World Congress 2026. No centro do imenso pavilhão da marca sul-coreana, os Galaxy XR surgem finalmente como uma proposta palpável, pronta para ser testada por quem visita o evento. Estes óculos representam o culminar de uma parceria estratégica entre a Samsung, a Google e a Qualcomm, visando criar um ecossistema de computação espacial que não dependa do jardim fechado da Apple.

Hardware de topo num corpo leve

Ao colocar o equipamento, a primeira sensação é de conforto. Com um peso de 545 gramas, os Galaxy XR conseguem ser substancialmente mais leves do que o principal rival de Cupertino. Algo que se deve, em grande parte, à opção de manter a bateria como um componente externo. O visor utiliza dois painéis Micro-OLED com uma resolução de 3552 por 3840 píxeis por cada olho, o que resulta numa densidade de imagem impressionante, onde é praticamente impossível distinguir os pontos que formam os elementos virtuais.

No interior, o processador Snapdragon XR2+ Gen 2 da Qualcomm assegura que toda a acção decorre sem latência perceptível. Durante os testes em Barcelona, foi possível verificar que o mapeamento do espaço em redor é feito de forma quase instantânea, permitindo colocar janelas de aplicações ou objectos tridimensionais sobre a mesa ou as paredes com uma estabilidade notável. O preço anunciado para o mercado americano é, sem impostos, de 1799,99 dólares. Ainda não há preços oficiais para a Europa, mas os rumores apontam para um valor entre 1899 e 1999 euros, o que posiciona este produto num patamar premium, embora mais acessível do que a concorrência directa.

A inteligência da Google no olhar

A grande alma deste projecto é o Android XR, o sistema operativo que a Google desenhou especificamente para esta nova era da computação. A interface utiliza uma linguagem de design denominada “Glimmer”, caracterizada por ícones arredondados e tons verdes que, segundo os engenheiros, ajudam a poupar bateria e a reduzir o cansaço visual. O controlo é feito inteiramente através de gestos: um toque entre o polegar e o indicador serve para confirmar, enquanto um deslize no ar permite navegar pelos menus.

A integração da inteligência artificial através do Gemini Live é o ponto onde a Samsung e a Google parecem ganhar vantagem. Ao premir o botão lateral, é possível perguntar ao assistente detalhes sobre o que se está a ver no mundo real. Este sistema operativo funciona como uma extensão do ecossistema Android, permitindo que as notificações e aplicações do telefone apareçam de forma natural no ambiente virtual.

Privacidade e o selo Knox

Num dispositivo equipado com tantas câmaras e sensores, a segurança dos dados é uma preocupação central. A Samsung aplicou a arquitectura Knox Matrix para garantir que as informações biométricas, como o varrimento da íris utilizado para o desbloqueio, ficam isoladas num chip seguro. Para tranquilizar quem rodeia a pessoa que usa os óculos, existe um LED externo que se ilumina sempre que o equipamento está a gravar vídeo ou a captar imagens.

As políticas de privacidade da Google para o Android XR também reforçam que os dados brutos das câmaras, utilizados para o mapeamento da sala, não são partilhados com aplicações de terceiros sem autorização explícita. Este cuidado com a protecção da esfera privada é essencial para que este tipo de tecnologia saia dos recintos de feiras como o Mobile World Congress e passe a fazer parte do quotidiano.

A chegada destes óculos à Europa deverá acontecer de forma faseada nos próximos meses, marcando o início de uma nova disputa pelo espaço que existe entre os nossos olhos e a realidade.

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