Protecção Civil alerta para “quadro meteorológico preocupante” no fim-de-semana

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Chega na madrugada deste sábado a Portugal a depressão Marta, que deverá atingir especialmente as bacias dos rios Sado, Tejo e Mondego, entrando no território continental entre Sines e Lisboa. Sucessivas tempestades provocaram 13 vítimas mortais em menos de duas semanas.

As próximas horas, admitiu o comandante nacional de Emergência e Protecção Civil ao final da tarde desta sexta-feira, trazem um “quadro meteorológico extremamente preocupante, uma vez que grande parte da precipitação ocorrerá entre a região de Leiria, de oeste para este, e daí para sul, até ao Algarve”. Aos residentes dessas áreas, já afectadas pelo mau tempo, Mário Silvestre pediu “muito, muito cuidado”: “Adoptem todas as medidas preventivas para tentar evitar maiores danos.”

Até este ponto de situação, feito pelas 19h desta sexta-feira, as inundações em zonas ribeirinhas tinham já obrigado à retirada de 1108 pessoas das suas casas. À mesma altura, segundo dados da E-Redes, 93 mil clientes permaneciam sem fornecimento de energia eléctrica, a maioria no distrito de Leiria.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) coloca durante a manhã deste sábado sob aviso laranja de precipitação todos os distritos de Beja a Castelo Branco, ficando Coimbra e Faro sob aviso amarelo. Todo o litoral fica sob aviso laranja para agitação marítima, prolongado até domingo no Centro e Sul do país.

Com estas previsões, mantém-se o elevado risco de inundação nas bacias dos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado. “Alertamos as populações das zonas urbanas, incluindo Lisboa, para que tenham em atenção inundações rápidas, uma vez que o volume de precipitação pode ser bastante elevado”, insistiu Mário Silvestre, em conferência de imprensa.

Também a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacou que, nos próximos dias, os rios Sado, Tejo e Mondego vão continuar a ser motivo de preocupação, mas assegurou que está a ser feita uma gestão ao “minuto” para reduzir impactos e garantir evacuações atempadas, em caso de necessidade.

A Protecção Civil nota que, além das quedas de árvores e inundações, as derrocadas representam, neste momento, um “risco extremamente significativo”, aconselhando “cuidado no estacionamento junto a muros” e em zonas de declive, onde a “pressão exercida pela água e pela terra é elevada”.

A depressão Marta trará ainda neve, que manterá em alerta os distritos de Braga, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu (aviso laranja), bem como Aveiro e Porto (aviso amarelo). Quanto ao vento forte, quase todo o continente (à excepção dos distritos de Bragança, Vila Real e Viseu) estará sob aviso amarelo ou laranja, com rajadas que podem chegar até 120 quilómetros por hora nas serras.

Em menos de duas semanas, Portugal regista já 13 mortes relacionadas com o mau tempo. A última foi confirmada esta sexta-feira, sendo a vítima identificada como um homem de 73 anos que caiu de um telhado na Ortigosa, concelho de Leiria. É a quinta pessoa a morrer na tentativa de reparar telhados danificados pela chuva e vento.

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